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Adesivo eleitoral no carro exige aviso para manter seguro

Uso de veículos em campanhas exige comunicação prévia às seguradoras para evitar perda do direito à indenização

Por Anderson Melo Publicado em 10/08/2026 às 14h15
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Adesivo eleitoral no carro exige aviso para manter seguro
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Motoristas que colocarem adesivos eleitorais ou usarem veículos em campanhas nas eleições de 2026 precisam avisar a seguradora antes para não perder a indenização.

Por que adesivo eleitoral pode anular a cobertura do seguro?

A colocação de adesivos ou o uso em campanhas altera o perfil de risco do veículo avaliado no contrato. A exposição do carro aumenta em eventos públicos, o que eleva as chances de acidentes e vandalismo. Sem a atualização formal da apólice, que é o contrato do seguro, a empresa pode recusar o pagamento.

O alerta partiu da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). Segundo Keila Farias, vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da entidade, utilizar o automóvel para transportar equipes ou panfletos modifica a rotina informada no momento do contrato. Quando ocorre um sinistro, termo técnico para o acontecimento de um prejuízo previsto no contrato como roubo ou colisão, a empresa analisa se as condições originais sofreram mudanças.

Se a seguradora identificar que o carro rodava em atividades de campanha sem o devido aviso prévio, a empresa pode negar o ressarcimento financeiro ao proprietário do veículo.

Quais danos ficam fora da cobertura do seguro tradicional?

Estragos no próprio adesivo, envelopamento ou pintura decorativa não possuem cobertura nos contratos comuns de seguro. Danos provocados por tumultos, motins ou atos de vandalismo durante eventos de campanha também costumam figurar na lista de exclusões contratuais. O segurado deve checar todas as cláusulas do contrato para evitar prejuízos.

A Federação Nacional de Seguros Gerais orienta os motoristas a revisarem os contratos antes de iniciarem qualquer atividade política com o automóvel. As regras contratuais variam entre as empresas, mas a transparência sobre o uso do bem é exigência geral para garantir o direito aos valores contratados.

A lista de situações desprovidas de proteção automática inclui os seguintes pontos:

  • Prejuízos causados ao próprio material adesivo ou envelopamento.
  • Avarias decorrentes de protestos, tumultos ou vandalismo em passeatas.
  • Batidas e furtos ocorridos durante uso diferente do perfil declarado.

Perguntas frequentes

Preciso avisar a seguradora se colocar adesivo eleitoral no carro?
Sim. A Federação Nacional de Seguros Gerais orienta que qualquer adesivação ou uso do automóvel em atividades de campanha eleitoral deve ser informado previamente à seguradora. A falta de aviso pode ser interpretada como aumento do risco e provocar a recusa do pagamento da indenização em caso de acidente.
O seguro cobre estragos feitos no adesivo do veículo?
Não. As apólices tradicionais de seguro automotivo não cobrem danos causados a adesivos, plotagens ou envelopamentos. Caso o material seja danificado em uma colisão ou ato isolado, o proprietário do veículo precisará arcar com os custos de reparo ou da nova aplicação do material por conta própria.
Danos por vandalismo em carreatas eleitorais têm cobertura?
Em geral, não. A maioria dos contratos de seguro veicular traz cláusulas expressas que excluem a cobertura de prejuízos decorrentes de vandalismo, tumultos, motins e aglomerações públicas. O segurado deve verificar os termos da sua apólice junto à empresa contratada antes de participar de eventos de campanha.
O uso do carro para transportar material de campanha altera o contrato?
Sim. Transportar panfletos, faixas ou membros de equipes de campanha altera o perfil de utilização do automóvel avaliado na contratação original. Essa mudança de uso eleva a exposição do bem a sinistros e exige a atualização cadastral para evitar o cancelamento da proteção securitária contratada.

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