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TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Trabalho

CPTM garante estabilidade de funcionários após greve em SP

Governo de São Paulo apresenta proposta em audiência de conciliação e prevê transferência de empregados da CPTM para outros órgãos

Por Anderson Melo Publicado em 11/08/2026 às 20h16
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CPTM garante estabilidade de funcionários após greve em SP
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

O Governo do Estado de São Paulo garantiu que não demitirá trabalhadores da Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM) devido às concessões privadas, em proposta apresentada durante audiência de conciliação com o sindicato da categoria.

A promessa foi oficializada em comunicado no qual o governo estadual nega a existência de dispensas em andamento decorrentes da transferência de linhas para a iniciativa privada. A estabilidade no emprego era a principal reivindicação que levou à paralisação parcial do sistema ferroviário por dois dias.

O que o Governo de SP prometeu aos trabalhadores da CPTM?

O Governo do Estado de São Paulo prometeu manter todos os empregos do quadro da Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM), afastando demissões ligadas às concessões. A proposta includes a redistribuição dos funcionários para a Linha 10-Turquesa e a transferência de parte da equipe para outros órgãos estaduais.

A negociação corre perante o Judiciário na tentativa de encerrar o movimento de paralisação. Os empregados organizaram uma assembleia na tarde do mesmo dia da audiência para deliberar sobre a aceitação da proposta oficial e a eventual suspensão da greve.

Como funcionará a redistribuição dos funcionários da CPTM?

Do total previsto de 4.648 funcionários em junho de 2026, o plano destina 2.171 trabalhadores para a Linha 10-Turquesa. Os demais empregados serão integrados às estruturas do Metrô, da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

Com essa reestruturação, o Poder Executivo estadual busca realocar a mão de obra estatal excedente sem rescindir os contratos de trabalho dos metroviários e ferroviários afetados pelas concessões. A transferência assegura que a estrutura pública absorva os profissionais não aproveitados na operação das linhas desestatizadas.

Por que os funcionários da CPTM entraram em greve?

A paralisação parcial afetou as linhas 11, 12 e 13 da CPTM por dois dias motivada pela busca de garantias de manutenção dos postos de trabalho. A reivindicação ganhou força após falhas operacionais na gestão privada, como um incêndio em trem concedido à empresa Trivia Trens em julho.

As linhas 11, 12 e 13 foram repassadas à concessionária Trivia Trens em julho. Logo no início das operações privadas, falhas técnicas graves obrigaram o estado a intervir. Entre os incidentes registrados esteve o incêndio em um trem que transportava passageiros. Em razão dos riscos, o governo estadual determinou o retorno temporário dos funcionários da Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM) para gerir a operação das três linhas pelo prazo de 90 dias.

Diante da incerteza sobre o futuro profissional após o término da intervenção estatal nas linhas concedidas, o sindicato convocou a greve como forma de pressionar o governo por compromissos formais de manutenção dos empregos.

Perguntas frequentes

O Governo de SP pode demitir funcionários da CPTM por causa das concessões?
O Governo do Estado de São Paulo comprometeu-se a não demitir funcionários da Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM) em razão do processo de concessão das linhas. A gestão estadual apresentou proposta para remanejar os trabalhadores para a Linha 10-Turquesa, Metrô, Artesp e Arsesp.
Para onde serão transferidos os trabalhadores da CPTM?
Os trabalhadores da Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM) que não atuarem na Linha 10-Turquesa serão reallocados para outros órgãos públicos paulistas. Entre os destinos previstos pelo Governo do Estado de São Paulo estão o Metrô, a Artesp e a Arsesp.
Quanto tempo dura a intervenção do estado nas linhas concedidas da CPTM?
A intervenção do Governo do Estado de São Paulo nas linhas 11, 12 e 13 da Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM) tem duração fixada em 90 dias. O estado assumiu temporariamente a operação após problemas técnicos e incidentes registrados sob a gestão da empresa Trivia Trens.
Quais linhas da CPTM foram afetadas pela greve?
A paralisação parcial dos trabalhadores afetou a operação das linhas 11, 12 e 13 da Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM) por dois dias. O movimento foi convocado pelo sindicato da categoria para exigir a garantia de manutenção dos empregos frente ao programa de concessões do estado.

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