CPTM garante estabilidade de funcionários após greve em SP
Governo de São Paulo apresenta proposta em audiência de conciliação e prevê transferência de empregados da CPTM para outros órgãos

O Governo do Estado de São Paulo garantiu que não demitirá trabalhadores da Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM) devido às concessões privadas, em proposta apresentada durante audiência de conciliação com o sindicato da categoria.
A promessa foi oficializada em comunicado no qual o governo estadual nega a existência de dispensas em andamento decorrentes da transferência de linhas para a iniciativa privada. A estabilidade no emprego era a principal reivindicação que levou à paralisação parcial do sistema ferroviário por dois dias.
O que o Governo de SP prometeu aos trabalhadores da CPTM?
O Governo do Estado de São Paulo prometeu manter todos os empregos do quadro da Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM), afastando demissões ligadas às concessões. A proposta includes a redistribuição dos funcionários para a Linha 10-Turquesa e a transferência de parte da equipe para outros órgãos estaduais.
A negociação corre perante o Judiciário na tentativa de encerrar o movimento de paralisação. Os empregados organizaram uma assembleia na tarde do mesmo dia da audiência para deliberar sobre a aceitação da proposta oficial e a eventual suspensão da greve.
Como funcionará a redistribuição dos funcionários da CPTM?
Do total previsto de 4.648 funcionários em junho de 2026, o plano destina 2.171 trabalhadores para a Linha 10-Turquesa. Os demais empregados serão integrados às estruturas do Metrô, da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
Com essa reestruturação, o Poder Executivo estadual busca realocar a mão de obra estatal excedente sem rescindir os contratos de trabalho dos metroviários e ferroviários afetados pelas concessões. A transferência assegura que a estrutura pública absorva os profissionais não aproveitados na operação das linhas desestatizadas.
Por que os funcionários da CPTM entraram em greve?
A paralisação parcial afetou as linhas 11, 12 e 13 da CPTM por dois dias motivada pela busca de garantias de manutenção dos postos de trabalho. A reivindicação ganhou força após falhas operacionais na gestão privada, como um incêndio em trem concedido à empresa Trivia Trens em julho.
As linhas 11, 12 e 13 foram repassadas à concessionária Trivia Trens em julho. Logo no início das operações privadas, falhas técnicas graves obrigaram o estado a intervir. Entre os incidentes registrados esteve o incêndio em um trem que transportava passageiros. Em razão dos riscos, o governo estadual determinou o retorno temporário dos funcionários da Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM) para gerir a operação das três linhas pelo prazo de 90 dias.
Diante da incerteza sobre o futuro profissional após o término da intervenção estatal nas linhas concedidas, o sindicato convocou a greve como forma de pressionar o governo por compromissos formais de manutenção dos empregos.
Perguntas frequentes
O Governo de SP pode demitir funcionários da CPTM por causa das concessões?
Para onde serão transferidos os trabalhadores da CPTM?
Quanto tempo dura a intervenção do estado nas linhas concedidas da CPTM?
Quais linhas da CPTM foram afetadas pela greve?
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