Greve de trens em SP termina após acordo sobre empregos
Trabalhadores da CPTM aceitaram proposta do governo paulista intermediada pela Justiça do Trabalho e retomam operação nas linhas afetadas.

Como foi o acordo para o fim da greve na CPTM?
O acordo para o encerramento da paralisação envolveu a garantia de permanência dos empregados e a criação de um projeto de lei. O texto enviado à Assembleia Legislativa assegura a redistribuição funcional para 1.300 servidores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos afetados pela transferência da operação para a iniciativa privada.
A assembleia de trabalhadores aceitou a proposta do Governo do Estado de São Paulo elaborada durante as rodadas de negociação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O protesto teve início nas primeiras horas de terça-feira, dia 4, mobilizando profissionais operacionais e administrativos da empresa estatal.
A decisão tomada pelos metroferroviários aprovou a suspensão da greve, que afetou o fluxo diário de passageiros na Grande São Paulo. A volta completa aos postos de trabalho ocorreu na quarta-feira, dia 5, após a confirmação do envio do projeto de lei pelo Poder Executivo para regulamentar a situação profissional dos afetados.
Quais trechos do sistema de trens foram afetados pela paralisação?
A greve comprometeu a operação habitual das linhas 11, 12, 13 e do Expresso Aeroporto. Na manhã de quarta-feira, dia 5, o fluxo da linha 13 esteve totalmente suspenso durante determinado período, gerando lentidão no deslocamento de passageiros que utilizam o transporte na região metropolitana de São Paulo.
Com o encerramento da assembleia sindical na quarta-feira, dia 5, os profissionais aprovaram a retomada imediata das atividades nas estações e cabines de comando. A medida reestabeleceu o atendimento regular aos usuários que dependem da malha ferroviária gerida pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Durante os momentos de interrupção parcial e total, o Tribunal Regional do Trabalho buscou manter diálogo constante com a liderança do sindicato e com os representantes do governo estadual. O objetivo das sessões jurídicas foi conter o prolongamento dos danos urbanos e viabilizar o retorno imediato da frota aos trilhos.
Quais garantias o governo ofereceu aos trabalhadores da CPTM?
O governo paulista formalizou o compromisso de remanejar os profissionais para novas funções dentro da estrutura estadual. A garantia abrange mais de 4.600 empregados ligados aos ramais concedidos, assegurando a proteção dos postos de trabalho da equipe remanescente e eliminando o risco imediato de demissões em massa no setor.
A iniciativa de protocolar a proposta legislativa no dia 5 destravou o impasse criado após os leilões de concessão ocorridos em julho. O sindicato informou em nota oficial que a categoria continuará em estado de greve para monitorar a execução das promessas e a tramitação do texto na Assembleia Legislativa.
A preservação dos direitos e vínculos empregatícios de 4.600 funcionários diretos é o ponto central do pacto firmado perante a Justiça do Trabalho. As vagas destinadas aos 1.300 empregados sem postos definidos serão organizadas conforme as diretrizes legais estabelecidas no projeto enviado pelo Poder Executivo.
Perguntas frequentes
Quais linhas de trem tiveram a greve encerrada em São Paulo?
O que ficou decidido para os funcionários da CPTM?
O que significa o estado de greve mantido pelo sindicato?
Como ocorreu a mediação da paralisação dos ferroviários?
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