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TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Tributário

Taxa das blusinhas: governo pede comissão mista

Executivo busca acelerar votação da MP 1357 de 2026 antes do encerramento do prazo em setembro

Por Anderson Melo Publicado em 11/08/2026 às 15h10
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Taxa das blusinhas: governo pede comissão mista
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O governo federal pede a instalação da comissão mista para analisar a Medida Provisória (MP), norma editada pelo Poder Executivo com força de lei, que zerou o Imposto de Importação sobre compras internacionais até US$ 50.

O que estabelece a MP da taxa das blusinhas?

A Medida Provisória 1357 de 2026 zerou a alíquota de 20% do Imposto de Importação aplicável sobre produtos comprados pela internet no valor de até US$ 50. A norma visa beneficiar consumidores populares e exige aprovação do Congresso Nacional até 8 de setembro para não perder a validade jurídica.

O Executivo editou o texto em maio de 2026 para incentivar o consumo popular após implementar ações de combate ao contrabando e de regularização das plataformas de comércio eletrônico estrangeiras. Contudo, o prazo final para a votação completa na Câmara dos Deputados e no Senado Federal encerra-se em 8 de setembro, sob risco de caducidade do texto legal.

Por que o governo pede urgência no Senado?

O governo federal busca pressa porque o Congresso Nacional programou poucas sessões deliberativas antes do período eleitoral. A instalação da comissão mista é a primeira etapa obrigatória para que a proposta seja votada e mantida antes do encerramento do prazo constitucional em 8 de setembro.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, solicitou ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, a criação da comissão mista. As sessões do Congresso Nacional foram organizadas em esquema de esforço concentrado em poucas semanas. A última janela deliberativa agendada ocorre entre 31 de julho e 4 de setembro, o que pressiona o cronograma governamental.

Quais setores criticam a isenção de impostos?

A Confederação Nacional da Indústria contesta a medida no Supremo Tribunal Federal por considerar que a alíquota zero prejudica as fábricas brasileiras. O setor produtivo argumenta que a isenção tributária concede vantagens competitivas a empresas estrangeiras e desrespeita os princípios de proteção ao mercado nacional.

Em ação protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) sustenta que a isenção fere preceitos da Constituição Federal. O Ministério da Fazenda, por outro lado, defende que a regularização do comércio eletrônico e a fiscalização prévia garantem o equilíbrio das operações sem afetar a arrecadação pública do país.

Quais são as outras prioridades do governo no Congresso?

O governo federal negocia com a Câmara dos Deputados a votação do Projeto de Lei Complementar 114 de 2026. A proposta cria regras para renúncias de receita e tenta conter oscilações orçamentárias decorrentes da elevação no preço do petróleo provocada por conflitos no Oriente Médio.

As negociações ocorrem diretamente com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. O ministro das Relações Institucionais ressaltou que a prioridade da gestão é aprovar as medidas tributárias e evitar matérias que comprometam o equilíbrio das contas públicas estipulado pelo Poder Executivo.

Perguntas frequentes

Quando vence a MP da taxa das blusinhas?
A Medida Provisória 1357 de 2026 tem validade até o dia 8 de setembro. O Congresso Nacional precisa aprovar o texto na comissão mista e nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal antes dessa data para evitar a caducidade das regras de isenção.
Qual imposto foi zerado para compras de até US$ 50?
A norma zerou a taxa do Imposto de Importação, que anteriormente incidia no percentual de 20% sobre encomendas internacionais feitas pela internet de até US$ 50. O benefício abrange plataformas registradas de comércio eletrônico e compras populares efetuadas por consumidores residentes no Brasil.
Por que a indústria nacional é contra a isenção de impostos?
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) questiona a medida judicialmente por entender que a isenção favorece fabricantes estrangeiros e reduz a competitividade das empresas instaladas no Brasil. O grupo argumenta no Supremo Tribunal Federal que a determinação viola preceitos constitucionais de proteção do mercado interno.

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