Greve da CPTM em SP é mantida por garantia de emprego
Ferroviários das linhas 11, 12 e 13 cobram do governo estadual garantias contratuais para evitar demissões após concessão dos trechos.

Trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) mantiveram a greve nas linhas 11, 12 e 13 na Grande São Paulo para cobrar garantias formais contra demissões após a concessão dos trechos privados.
Por que os ferroviários da CPTM decidiram manter a greve?
Os empregados da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram manter o movimento após assembleia no bairro do Brás para reivindicar termos formais de preservação dos postos de trabalho. A categoria contesta a falta de documentação oficial do Governo do Estado de São Paulo para assegurar os empregos afetados pela transição administrativa.
A deliberação ocorreu na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e foi finalizada por volta das 19h30. Os metroviários cobram diálogo direto com a gestão estadual e alegam que não existem instrumentos contratuais capazes de proteger juridicamente os profissionais atingidos pelo processo de privatização das linhas metroferroviárias no estado.
Diante da ausência de um acordo assinado, os trabalhadores convocaram uma nova assembleia para as 17h de quarta-feira, dia 5. Até o encontro, as reivindicações permanecem voltadas à exigência de cláusulas trabalhistas que impeçam eventuais dispensas sem justa causa dos operários que atuavam diretamente nos trechos transferidos para a iniciativa privada.
Quais linhas de trem foram afetadas pela paralisação?
A paralisação atingiu o funcionamento das linhas 11, 12 e 13 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A linha 13 ficou sem atendimento nos períodos da manhã e tarde, operando parcialmente no início da noite, enquanto as linhas 11 e 12 registraram redução na oferta de trens aos passageiros.
A operação reduzida gerou impactos diretos aos usuários no primeiro dia de mobilizações na capital paulista e na região metropolitana. A exigência dos grevistas está focada no contingente que prestava serviços nas rotas repassadas para a empresa Trivia no mês de julho deste ano, ocasião em que a administração dos trechos foi concedida ao setor privado.
Representantes sindicais reforçam que a paralisação continuará servindo como instrumento de pressão sobre as autoridades públicas, visando obter documentos vinculantes que garantam a estabilidade das funções operacionais e administrativas exercidas no sistema de transporte sobre trilhos.
Qual é o posicionamento do governo sobre os empregos dos metroviários?
O Governo do Estado de São Paulo declara haver compromisso efetivo com a manutenção de todos os contratos de trabalho dos ferroviários. A administração estadual indica que cerca de 1.300 de um total de 4.648 trabalhadores ainda passam pelo processo de readequação funcional e remanejamento interno no quadro de pessoal.
Apesar da manifestação governamental garantindo a segurança dos postos de trabalho, os dirigentes dos trabalhadores questionam a validade das declarações verbais. A categoria insiste na inclusão de termos de proteção em acordos formais, argumentando que promessas sem força jurídica não asseguram o sustento nem o futuro profissional dos funcionários afetados pelas mudanças estruturais na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Perguntas frequentes
Por que os funcionários da CPTM aprovaram a continuidade da greve?
Quais linhas da CPTM foram afetadas pela paralisação em São Paulo?
Quantos funcionários da CPTM ainda precisam ser realocados?
Quando será a próxima assembleia dos trabalhadores da CPTM?
Leia também



