Leilões de petróleo da ANP terão recorde de áreas em disputa
Sessões marcadas para outubro incluem disputa no pré-sal e áreas de concessão com oferta para empresas habilitadas.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza em 7 de outubro dois leilões com número recorde de áreas para exploração de petróleo e gás em território nacional.
Como funcionam os leilões de petróleo da ANP?
Os leilões de petróleo da ANP organizam a disputa de empresas privadas e estatais pelo direito de explorar recursos minerais no país. A agência define as regras do certame, recebe as garantias de oferta até 31 de agosto e concede os blocos conforme o regime jurídico de cada área.
A publicação do edital no Diário Oficial da União formalizou os setores e blocos habilitados para a concorrência pública. A inclusão das áreas dependia de declaração prévia de interesse acompanhada por garantia financeira ofertada pelas companhias interessadas. Para a rodada de concessão, 12 empresas apresentaram garantias válidas até a publicação inicial. Na disputa pelas áreas do pré-sal, seis empresas formalizaram interesse prévio junto ao órgão regulador.
As companhias petrolíferas que não apresentaram manifestação inicial têm até 31 de agosto para solicitar inclusão em outros blocos. Caso o prazo se encerre sem a habilitação individual, o regulamento permite a participação posterior mediante a formação de consórcio com investidores já credenciados no processo licitatório.
Qual a diferença entre regime de partilha e concessão?
No regime de partilha, a empresa vencedora divide o excedente de petróleo com a União, vencendo quem oferecer a maior fatia ao Estado. No regime de concessão, a petroleira assume todo o risco, fica com o produto explorado e paga tributos, royalties e bônus de assinatura.
A mudança regulatória para o pré-sal ocorreu em 2010, após a constatação do expressivo volume de reservas no litoral brasileiro. A legislação instituiu o modelo de partilha no Polígono do Pré-Sal, onde os reservatórios ficam posicionados a profundidades que chegam a 7 mil metros abaixo da camada de sal. A gestão das parcelas estatais de petróleo cabe à Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia encarregada da comercialização do produto pertencente à União.
A relevância do modelo fica evidente nos números de produção nacional do setor energético. Dados apurados pela agência em junho de 2026 indicam que os campos localizados no pré-sal correspondem a 82% de todo o petróleo e gás natural produzidos no Brasil.
Quais foram os resultados dos leilões anteriores?
O histórico de disputas promovidas pelo órgão regulador aponta arrecadações elevadas e compromissos significativos de investimento na fase exploratória. A análise das rodadas anteriores ajuda a projetar as expectativas financeiras e operacionais para os certames programados para outubro.
No 3º Ciclo da Oferta de Partilha, realizado em outubro do ano anterior, investidores arremataram 5 de 7 blocos ofertados pela União. A rodada gerou arrecadação de quase R$ 104 bilhões em bônus de assinatura, além de estabelecer o valor de R$ 451,5 milhões em investimentos mínimos obrigatórios para os consórcios vencedores.
Já no 5º Ciclo da Oferta de Concessão, concluído em junho de 2025, o certame resultou na assinatura de 34 contratos de concessão. Os bônus pagos ao tesouro alcançaram cerca de R$ 989 milhões, com estimativa de R$ 1,5 bilhão aplicados em trabalhos iniciais de pesquisa e perfuração nas bacias arrematadas.
Perguntas frequentes
Quando acontecem os leilões de petróleo da ANP?
Até quando as empresas de petróleo podem declarar interesse?
O que é a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA)?
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