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Frete mínimo tem novas regras de fiscalização sancionadas

Lei obriga validação prévia do código de transporte e bloqueia fretes irregulares antes da viagem

Por Anderson Melo Publicado em 05/08/2026 às 20h05
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Frete mínimo tem novas regras de fiscalização sancionadas
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que torna permanente a obrigatoriedade da fiscalização do piso mínimo de frete para transportadores rodoviários de cargas em todo o território nacional.

A nova legislação transforma em regra definitiva a medida provisória que havia sido editada em março. A sanção oficial ocorreu no dia 5 de agosto de 2026, estabelecendo mecanismos mais rígidos para impedir contratações abaixo da tabela legal do transporte rodoviário.

Como funciona a nova fiscalização do frete mínimo?

A fiscalização do piso mínimo de frete passa a ser realizada de maneira automática pela Agência Nacional de Transportes Terrestres antes do início de cada viagem. O sistema vincula o código de transporte aos documentos fiscais e impede a liberação do trajeto caso o valor contratado esteja abaixo do piso legal estabelecido.

A verificação das operações ocorrerá em larga escala por meio de sistemas integrados. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) explicou que a fiscalização eletrônica não permitirá a emissão da autorização de viagem se o valor acertado na contratação for inferior ao piso estipulado por lei. Assim, o bloqueio do transporte irregular ocorre na fase prévia da contratação, impedindo que o veículo saia com frete defasado.

O que muda para os caminhoneiros com a exigência do CIOT?

Os motoristas de transporte rodoviário de cargas agora têm a garantia do cumprimento do valor do piso mínimo de frete antes de iniciar o trajeto. A obrigatoriedade do registro impede que fretes com valores irregulares consigam a liberação do código de transporte necessário para rodar nas estradas.

Na prática, torna-se indispensável apresentar o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes que o veículo inicie o deslocamento. A emissão desse registro fica diretamente associada ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, garantindo que o acerto financeiro respeite as determinações legais em vigor para a categoria.

Qual a relação do frete mínimo com o combate ao comércio ilegal?

A vinculação do registro de transporte ao manifesto fiscal eletrônico permite monitorar a origem e a regularidade das cargas transportadas. O cruzamento automatizado de informações pela Agência Nacional de Transportes Terrestres dificulta a movimentação de mercadorias sem nota fiscal e coíbe a circulação de produtos clandestinos.

Com o controle digital rigoroso das rotas e documentos, as autoridades ganham uma ferramenta para coibir o trânsito de cargas sem documentação fiscal. A ANTT utiliza a obrigatoriedade do código de transporte para barrar o envio de cargas irregulares e coibir a sonegação e a ilegalidade no setor rodoviário.

A medida unifica a fiscalização tributária e o cumprimento dos direitos econômicos dos motoristas de carga em uma só etapa digital do transporte de mercadorias.

Perguntas frequentes

O que é necessário apresentar antes de iniciar a viagem de frete?
É necessário emitir e apresentar o Código Identificador da Operação de Transporte antes do início do deslocamento. Esse registro atesta que o valor do frete cumpre o piso mínimo legal e está vinculado ao manifesto de documentos fiscais da carga contratada.
Quem realiza a fiscalização do piso mínimo de frete?
A fiscalização é realizada de forma automática e em larga escala pela Agência Nacional de Transportes Terrestres. O órgão cruza os dados do código de transporte com o manifesto fiscal eletrônico para bloquear autorizações de cargas com valores de frete irregulares.
Como o novo sistema combate o transporte de mercadorias ilegais?
O sistema combate o comércio ilegal exigindo o vínculo direto entre o código de transporte e o manifesto fiscal eletrônico. Dessa forma, cargas sem nota fiscal não obtêm autorização para circulação, impedindo que veículos rodem com mercadorias não declaradas.

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