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Trabalho

PM detém motorista de ônibus em SP após buzina na faixa

Sindicato aciona Corregedoria da Polícia Militar contra agentes que retiraram trabalhador à força do transporte público paulistano

Por Anderson Melo Publicado em 07/08/2026 às 18h53
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Policiais militares detiveram o motorista de ônibus Edvagner na Avenida Casa Verde, zona norte da capital paulista, após o profissional buzinar para uma viatura da Polícia Militar (PM) na faixa exclusiva. O incidente ocorreu na altura do número 700 da via e motivou protestos da categoria profissional.

Por que o motorista de ônibus foi detido pela Polícia Militar?

O motorista foi detido após buzinar pedindo passagem a uma viatura da Polícia Militar que andava devagar na faixa exclusiva para ônibus. Os agentes solicitaram que o condutor desembarcasse do coletivo, mas o trabalhador recusou por afirmar que não cometeu infrações. Em seguida, os policiais o retiraram à força do veículo.

O caso envolveu o condutor Edvagner e o cobrador Vilanova, ambos funcionários da empresa Viação Santa Brígida. Gravações registradas por passageiros que estavam no interior do transporte público mostram o momento em que os policiais militares entram no veículo. As imagens mostram os agentes ordenando o desembarque do condutor, que nega a ordem alegando ausência de irregularidades em sua conduta no trânsito.

Após a recusa, os dois policiais militares retiraram o trabalhador do assento do motorista de forma truculenta e o conduziram até a delegacia de polícia da região.

Quais providências o Sindmotoristas tomará contra os policiais?

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) formalizará uma denúncia na Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A entidade representativa exige punição aos policiais envolvidos, classificando a abordagem na Avenida Casa Verde como um ato de violência desproporcional e banal.

Em comunicado oficial divulgado em redes sociais, a diretoria do Sindmotoristas expressou indignação e definiu a ação policial como uma demonstração de truculência, falta de empatia e uso violento do poder estatal. A representação sindical criticou a postura dos policiais por prenderem um trabalhador em serviço por causa de uma divergência simples de trânsito.

A entidade dos trabalhadores ressaltou a assimetria na atuação policial, apontando que pedidos de socorro do setor contra agressões de criminosos costumam ser ignorados, enquanto atitudes desproporcionais ocorrem contra operadores do transporte coletivo no cumprimento do dever profissional.

Como as autoridades de segurança pública investigam a conduta policial?

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado de São Paulo confirmou a apuração do caso pela Polícia Militar. Paralelamente, a Polícia Civil instaurará inquérito policial no 40º Distrito Policial, localizado no bairro Vila Santa Maria, requisitando imagens das câmeras corporais dos policiais para esclarecer os fatos.

Em nota oficial, a SSP enfatizou que a corporação militar não tolera desvios de conduta da força policial e aplica punições adequadas diante da constatação de ilegalidades. As gravações das câmeras acopladas aos uniformes dos agentes de segurança servirão como elemento de prova no inquérito policial.

Perguntas frequentes

O que motivou a prisão do motorista de ônibus em São Paulo?
A prisão ocorreu após o motorista Edvagner buzinar para uma viatura da Polícia Militar que andava lentamente na faixa exclusiva de ônibus na Avenida Casa Verde. Os policiais exigiram o desembarque do condutor e o retiraram à força do veículo após a recusa do trabalhador.
Qual delegacia investiga a conduta dos policiais militares?
A Polícia Civil de São Paulo instaurará o inquérito policial no 40º Distrito Policial, situado na Vila Santa Maria. O distrito policial solicitará e analisará as gravações captadas pelas câmeras corporais utilizadas pelos policiais militares envolvidos na ocorrência.
O que o Sindmotoristas fará a respeito do caso?
O Sindmotoristas registrará denúncia formal junto à Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo. O sindicato repudia a truculência da abordagem e cobra punição aos policiais pela prisão sem justificativa de um trabalhador em horário de serviço.

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