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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

Assédio no Corpo de Bombeiros torna coronel réu na Justiça

Oficial é acusado de assédio sexual contra subordinada e de intimidar testemunhas por aplicativo de mensagem

Por Anderson Melo Publicado em 11/08/2026 às 20h14
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Assédio no Corpo de Bombeiros torna coronel réu na Justiça
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O coronel do Corpo de Bombeiros Lauro César Botto Maia virou réu na Justiça Militar sob acusações de assédio sexual e ameaça a testemunhas do processo.

A decisão atende a denúncias apresentadas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). A primeira acusação decorre de investigações do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), apresentada em julho. Na terça-feira, a 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar ofereceu nova denúncia por interferência nas investigações.

Quais acusações pesam contra o coronel do Corpo de Bombeiros?

O coronel do Corpo de Bombeiros Lauro César Botto Maia responde por enviar mensagens inadequadas a uma subordinada para obter vantagem sexual entre o fim de 2024 e julho de 2025. Além disso, o oficial teria intimidado quatro sargentos que depuseram no procedimento investigatório da corporação militar.

Segundo os promotores do MPRJ, no dia 29 de junho de 2026, o coronel utilizou um número de telefone registrado em nome de terceiros para contatar as testemunhas no WhatsApp. O denunciado se identificou como 'Marcos João' e demonstrou acesso a detalhes sigilosos dos depoimentos prestados pelas militares.

Nas mensagens enviadas, o acusado afirmou que as sargentos estavam sendo manipuladas. O coronel sugeriu que elas reavaliassem as declarações e afirmou que haveria tempo para reparar danos. O tom de ameaça envolveu citações a parentes das militares, aproveitando-se da hierarquia superior contra agentes recém-ingressadas no Corpo de Bombeiros.

Quais medidas cautelares foram impostas ao acusado?

A Justiça Militar negou a prisão preventiva, mas ordenou a suspensão do porte de arma de fogo do acusado. A decisão também proíbe o oficial de entrar no quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros, de contatar vítimas e testemunhas, e de fazer menções públicas aos envolvidos.

O magistrado Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo destacou que a petição inicial cumpriu os requisitos legais, apresentando provas mínimas de autoria e materialidade. O juiz converteu a acusação em ação penal, que é o processo judicial que apura a responsabilidade do acusado.

Para garantir a instrução do processo sem privar o oficial da liberdade, o juiz aplicou medidas cautelares, que consistem em restrições impostas pela Justiça para evitar que o réu cometa novas infrações ou interfira na coleta de provas. O mérito das acusações será julgado no encerramento da instrução processual.

Perguntas frequentes

O coronel do Corpo de Bombeiros foi preso?
Não. O Juízo da Auditoria da Justiça Militar negou o pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Em vez da prisão, o magistrado determinou o cumprimento de medidas cautelares, como a entrega das armas de fogo e o afastamento do Comando-Geral.
Como ocorreu a suposta intimidação das testemunhas?
O coronel do Corpo de Bombeiros teria enviado mensagens de texto via aplicativo no dia 29 de junho de 2026. Usando o nome falso de 'Marcos João' e o telefone de terceiros, o oficial fez referências a familiares das sargentos para constrangê-las a mudar os depoimentos prestados.
O que significa o aceite da denúncia pela Justiça Militar?
A aceitação da denúncia transforma o acusado em réu e dá início à ação penal. O juiz entendeu que existem indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, permitindo que as provas e depoimentos sejam analisados ao longo do processo judicial para o julgamento final.

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