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TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

Feminicídio em São Paulo: polícia prende dois suspeitos

Casos ocorreram em Pindamonhangaba e Osasco, resultando na prisão dos investigados após apurações policiais.

Por Anderson Melo Publicado em 11/08/2026 às 14h25
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Feminicídio em São Paulo: polícia prende dois suspeitos
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Civil prendeu dois homens suspeitos de feminicídio em Pindamonhangaba e Osasco, no estado de São Paulo. Os crimes vitimaram duas mulheres, de 23 e 43 anos, no início de agosto de 2026.

O que é considerado crime de feminicídio?

O feminicídio ocorre quando o assassinato de uma mulher é motivado por violência doméstica, familiar ou pelo menosprezo à condição feminina. A legislação brasileira prevê penas mais severas para esse tipo de homicídio qualificado, garantindo investigação prioritária e maior rigor no cumprimento de sanções penais aos agressores.

No caso registrado em Pindamonhangaba, a jovem de 23 anos contava com uma medida protetiva de urgência expedida contra o ex-namorado, de 25 anos. A Polícia Militar do Estado de São Paulo atendeu o chamado na manhã de segunda-feira, 10 de agosto, encontrando a vítima ferida por disparos de arma de fogo em via pública. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito no local.

Relatos prestados por familiares e testemunhas direcionaram as buscas ao ex-companheiro. Conforme informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), agentes policiais apreenderam o automóvel empregado na ação e localizaram o homem em sua residência. O suspeito apresentava lesões corporais provocadas por disparo de arma de fogo e mantinha um revólver de calibre 38 no imóvel. O homem passou por prisão em flagrante e permaneceu sob custódia e escolta policial no hospital.

Como funcionam as investigações nos casos de Pindamonhangaba e Osasco?

As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado de São Paulo reúnem provas periciais do Instituto de Criminalística e laudos do Instituto Médico Legal. No caso de Pindamonhangaba, houve apreensão de arma e veículo. Em Osasco, a equipe policial cumpriu ordem judicial prévia expedida pela Justiça paulista após o crime ocorrido no fim de semana.

A ocorrência registrada na Grande São Paulo envolve um homem de 65 anos, preso em Osasco na tarde de segunda-feira, 10 de agosto. Ele responde pelo homicídio de sua companheira, de 43 anos, praticado no sábado, 8 de agosto. O cumprimento do mandado de prisão ocorreu após diligências da Polícia Civil.

A Polícia Militar atendeu o chamado em Osasco após alertas emitidos por populares na rua. A mulher recebeu atendimento socorrista prestado pelo Samu, contudo não resistiu às lesões corporais. A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo comunicou que o investigado tentou agredir o filho da vítima antes de deixar a cena do crime. O processo de apuração inclui requisições dirigidas ao Instituto Médico Legal (IML) e ao Instituto de Criminalística (IC) para laudos técnicos.

Perguntas frequentes

O que é uma medida protetiva de urgência?
A medida protetiva de urgência consiste em um mecanismo legal concedido pelo Judiciário para resguardar pessoas em situação de risco de violência. O instrumento pode proibir a aproximação, o contato e o frequentamento de determinados locais pelo agressor, visando conter ameaças e prevenir a prática de novos atos ilícitos.
Qual é a diferença entre prisão em flagrante e mandado de prisão?
A prisão em flagrante ocorre quando a pessoa é detida cometendo o crime ou logo após sua realização, dispensando autorização prévia. Já o mandado de prisão é uma ordem fundamentada por juiz competente, emitida no curso de investigações ou processos para determinar o recolhimento do acusado à custódia policial.
O que acontece com suspeitos de feminicídio após a prisão?
Após a prisão, os suspeitos são colocados à disposição da Justiça para audiência de custódia e andamento dos procedimentos criminais. As autoridades realizam exames periciais no Instituto Médico Legal e no Instituto de Criminalística para fundamentar a denúncia formulada pelo Ministério Público contra os investigados perante o Poder Judiciário.

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