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14h55
MON., 17 DE AGO. DE 2026
Processo

Inovação no Judiciário: o que muda para o cidadão

Entenda os efeitos práticos do uso de inteligência artificial, automação e jurimetria nos tribunais do país.

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Entenda os efeitos práticos do uso de inteligência artificial, automação e jurimetria nos tribunais do país.
Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · via Flickr

A adoção de tecnologias debatidas pelo Conselho Nacional de Justiça visa encurtar prazos de tramitação e redesenhar rotinas de atendimento nos tribunais brasileiros.

O andamento do processo muda de forma imediata?

Não há alteração processual imediata nem mudança nas leis vigentes. Os projetos debatidos passam por testes prévios nos laboratórios de inovação dos tribunais. A entrada em vigor de cada ferramenta depende da capacidade técnica e da decisão administrativa de cada órgão judiciário para implementar as soluções nos seus sistemas eletrônicos locais.

Quem é atingido pelas novas ferramentas tecnológicas?

As ferramentas alcançam cidadãos que possuem ações na Justiça, advogados, magistrados e servidores públicos. O objetivo central envolve diminuir etapas burocráticas nas secretarias e fóruns. A análise de dados busca padronizar procedimentos operacionais internos e permitir que os tribunais prestem respostas com menor tempo de espera para os jurisdicionados.

O que é jurimetria e como ela afeta as ações?

Jurimetria consiste no uso de métodos estatísticos e análise quantitativa aplicados ao Direito. Na gestão forense, a metodologia ajuda a mapear padrões decisórios e identificar fluxos com congestionamento processual. A ferramenta serve de apoio gerencial aos magistrados e administradores, sem retirar a autonomia de julgamento dos juízes nos casos concretos.

Quais sistemas passam a valer entre os tribunais?

O Conselho Nacional de Justiça utiliza o Programa Conecta para compartilhar sistemas entre diferentes cortes. Os projetos apresentados e premiados passam a integrar essa rede colaborativa. Os tribunais participantes têm acesso a ferramentas conjuntas de automação, sem necessidade de desenvolver softwares isolados para serviços e triagens repetitivas.

Como o cidadão acessa os novos serviços digitais?

Os serviços modernizados são disponibilizados diretamente nos portais e balcões virtuais de atendimento de cada corte que aderir aos modelos. A forma de atendimento remoto, os canais eletrônicos e o desenho dos serviços digitais são adaptados conforme os projetos experimentados e validados previamente nos laboratórios de inovação.

Perguntas frequentes

As regras do Código de Processo Civil mudaram?
Não. Os debates do Conselho Nacional de Justiça tratam de ferramentas de gestão, automação e inteligência artificial para rotinas internas. Não há alteração de leis processuais, prazos regimentais ou normas de direito material.
Quando as novas ferramentas entram em funcionamento?
Não existe uma data única nacional informada. Cada tribunal define seu próprio cronograma de implantação conforme a infraestrutura disponível e a adesão às ferramentas compartilhadas pelo Programa Conecta.
O que são os laboratórios de inovação LabJus?
Os LabJus são unidades criadas nos tribunais para desenhar, testar e validar soluções tecnológicas e novos modelos de trabalho antes que eles sejam incorporados em larga escala no atendimento ao público.

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