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08h15
SAT., 15 DE AGO. DE 2026
Criminal

Estatuto da Vítima avança para votação no Senado

Proposta cria rede de apoio para quem sofre prejuízos causados pela criminalidade após aval na Comissão de Segurança Pública.

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Proposta cria rede de apoio para quem sofre prejuízos causados pela criminalidade após aval na Comissão de Segurança Pública.
Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · via Flickr

O Senado Federal analisa o projeto que cria o Estatuto da Vítima para estruturar o atendimento público a pessoas lesadas por crimes. O texto amplia a assistência psicológica, jurídica e material para quem sofre violência física ou perde bens patrimoniais.

O que muda com a nova proposta

O texto cria diretrizes claras de proteção para quem sofre impactos diretos da criminalidade no cotidiano. O objetivo central é diminuir a desvantagem processual e o desamparo enfrentados por cidadãos lesados antes, durante e depois das investigações policiais.

Na avaliação do senador Sargento Reginauro, o poder público frequentemente deixa de acolher quem perdeu familiares, moradia ou negócios. O parlamentar citou o cenário em que famílias são expulsas de suas residências por criminosos e a Polícia Militar atua apenas escoltando caminhões de mudança, sem impedir o prejuízo.

O Ceará tem um dos maiores índices de feminicídio do Brasil e, infelizmente, a maioria das mulheres assassinadas já recorreu, já foi até à delegacia, mas não foram protegidas. As leis não chegam até elas, as medidas protetivas não chegam no tempo certo e elas acabam sendo, depois, assassinadas, mesmo relatando que estavam com a sua vida em risco. Esse Estatuto da Vítima chega em boa hora

Sargento Reginauro, senador

Quem recebe o socorro da lei

A iniciativa atinge diretamente pessoas afetadas pela violência urbana e pelo crime organizado, incluindo comerciantes coagidos a fechar portas e moradores sob ameaça. Mulheres em situação de risco doméstico também entram como prioridade para acelerar a resposta do Estado.

O foco reside em garantir que medidas protetivas — ordens judiciais de urgência para afastar agressores — cheguem a tempo de salvar vidas. A lentidão no atendimento policial e judicial deixa vítimas expostas a novos ataques mesmo após registrarem denúncias formais.

Em que etapa a tramitação está

A proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Segurança Pública (CSP) em julho de 2026. Após esse aval, a matéria seguiu diretamente para a mesa diretora pautar a votação entre todos os senadores.

O PL 3.890/2020 precisa agora de aprovação no plenário antes de seguir para os próximos passos legislativos. Nada muda de imediato: as regras só valem após a conclusão de todas as votações no Congresso e a sanção presidencial.

Perguntas frequentes

O Estatuto da Vítima já está em vigor?
Não. O Projeto de Lei 3.890/2020 foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública em julho de 2026 e aguarda votação no Plenário do Senado Federal. As regras só passam a valer se forem aprovadas e sancionadas pela Presidência da República.
Quem se beneficia com o projeto?
A proposta beneficia cidadãos que sofreram perdas materiais, emocionais ou agressões físicas em decorrência de crimes. O texto dá atenção especial a vítimas de facções criminosas e mulheres ameaçadas de violência doméstica.
O que o projeto prevê para casos de feminicídio?
O Estatuto da Vítima busca dar mais efetividade e rapidez às medidas protetivas de urgência concedidas pela Justiça, garantindo que as autoridades ajam antes que agressões denunciadas em delegacias terminem em assassinatos.

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