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PLANTÃO

STF vai julgar ação da PF que expôs fonte de jornalista

21h08
THU., 13 DE AGO. DE 2026
Criminal

STF vai julgar ação da PF que expôs fonte de jornalista

Entidades de imprensa denunciam violação de garantia constitucional após operação identificar informante de repórter no Maranhão.

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Entidades de imprensa denunciam violação de garantia constitucional após operação identificar informante de repórter no Maranhão.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

A Polícia Federal (PF) atingiu o sigilo da fonte do jornalista Luís Pablo durante investigação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A medida gerou protestos de entidades de classe e levou o tribunal a pautar o debate em plenário.

O caso teve origem em apuração sobre suposto monitoramento ilegal contra o ministro Flávio Dino e familiares dele. Durante a coleta de provas, agentes da PF apontaram o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim como informante de reportagens publicadas sobre o ministro.

Reação das entidades de imprensa

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Maranhão (Sindjor-MA) repudiaram as medidas. As organizações apontam violação direta da proteção constitucional ao sigilo da fonte, prevista no artigo da Constituição Federal.

Apreender equipamento jornalístico e quebrar a fonte do profissional colocam em risco o exercício da profissão no país. Se existe necessidade de apurar algum crime, que isso seja feito sem violar ou relativizar uma garantia constitucional dos jornalistas, mas que também é crucial para a própria solidez da democracia.

Abraji, nota oficial

As organizações sindicais cobraram explicações formais sobre as autorizações judiciais para acessar comunicações e apreender aparelhos de trabalho, exigindo garantias de que outros informantes não sejam perseguidos.

O que dizem os ministros do STF

O ministro Alexandre de Moraes, relator responsável pelas ordens de busca e apreensão, sustentou que o objetivo do inquérito não é punir a atividade de imprensa, mas apurar vazamentos e acesso ilegal a dados reservados.

Em resposta à repercussão, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou nesta quinta-feira (13 de agosto) que o trabalho legítimo da imprensa não pode sofrer perseguição criminal e adiantou que o plenário do STF vai julgar a controvérsia sobre os limites da atuação policial diante de garantias jornalísticas.

O que muda na prática

Por enquanto, nada muda nas regras vigentes: a proteção à fonte segue assegurada pelo texto constitucional para todo jornalista em território nacional. O desfecho prático depende de como o plenário do tribunal vai interpretar se dados de repórteres podem ser apreendidos quando a investigação mira o vazamento de informações sigilosas de autoridades públicas.

Perguntas frequentes

O que prevê a lei sobre sigilo da fonte?
O artigo 5º da Constituição Federal resguarda o direito ao sigilo da fonte para garantir o exercício profissional dos jornalistas e o acesso da sociedade à informação de interesse público.
Quem autorizou a operação da Polícia Federal?
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou as ordens judiciais executadas pela Polícia Federal na investigação que envolveu o jornalista Luís Pablo.
Qual foi o motivo da investigação policial?
A apuração da Polícia Federal apura suspeitas de acesso ilegal a sistemas e vazamento de dados confidenciais relativos ao ministro Flávio Dino e aos parentes dele.
Quando o Supremo Tribunal Federal vai julgar o caso?
O material oficial não informa a data exata da sessão em que o plenário do Supremo Tribunal Federal analisará a matéria pautada pelo presidente Edson Fachin.

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