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PLANTÃO

MP libera R$ 925 milhões para estoques de alimentos

18h37
THU., 13 DE AGO. DE 2026
Bancário

Governo libera R$ 360 milhões para desastres climáticos

Verba enviada por medida provisória vai para a defesa civil em todo o país e eleva o total liberado no ano para R$ 3,2 bilhões.

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Verba enviada por medida provisória vai para a defesa civil em todo o país e eleva o total liberado no ano para R$ 3,2 bilhões.
Foto: Conselho Nacional de Justiça - CNJ · CC BY 2.0 · via Flickr

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 360 milhões para custear ações emergenciais de socorro e reconstrução em todo o país. A liberação dos recursos ocorre pela Medida Provisória 1383/26, editada pelo Poder Executivo para socorrer municípios atingidos por fenômenos climáticos severos.

A verba atende diretamente estados e municípios em situação de emergência ou estado de calamidade pública. Na prática, o dinheiro abastece a estrutura da defesa civil para resgate de vítimas, compra de alimentos, restabelecimento de serviços essenciais e abrigo temporário para famílias atingidas.

Quais desastres recebem a verba

O montante cobre uma lista variada de eventos climáticos que castigam tanto cidades quanto o campo. A justificativa do governo detalha que a verba responde tanto a tempestades violentas quanto a períodos críticos de seca em diferentes regiões do país.

Abrange tipologias de desastres que vão desde tempestades locais e convectivas com chuvas intensas, granizo e vendaval, inundações, enxurradas e alagamentos, até erosão de margem fluvial, erosão continental por voçorocas, erosão laminar e estiagem

Mensagem do Poder Executivo ao Congresso Nacional

O Executivo informou que os desastres naturais têm ocorrido com maior frequência e intensidade nos últimos anos. Diante da escalada das tragédias, a União recorre a créditos suplementares para repor o caixa dos órgãos de socorro sem esperar a tramitação do orçamento regular.

Impacto nas contas públicas

A abertura de crédito extraordinário — recurso reservado para gastos imprevisíveis e urgentes — não interfere na meta fiscal de 2026, que prevê superávit de R$ 34,3 bilhões. Por outro lado, o valor amplia a dívida pública federal, já que o Tesouro Nacional precisa financiar esse gasto fora do teto comum.

Com essa nova publicação, o governo chega a 10 medidas provisórias voltadas a tragédias climáticas em 2026. Juntos, esses dez atos somam R$ 3,2 bilhões em repasses autorizados para operações de contenção de danos e assistência humanitária.

Próximos passos no Congresso Nacional

A medida já tem força de lei e o dinheiro pode ser aplicado de imediato pelos órgãos competentes. Contudo, para se consolidar em definitivo e não perder a vigência, o texto precisa ser chancelado pelo Congresso Nacional.

A proposta começa sua tramitação na Comissão Mista de Orçamento (CMO), que emite parecer sobre a legalidade dos gastos. Depois dessa etapa técnica, a matéria segue para votação individual no plenário da Câmara dos Deputados e no plenário do Senado Federal.

Perguntas frequentes

O dinheiro já está disponível para uso imediato?
Sim. A Medida Provisória 1383/26 tem força de lei desde a publicação oficial. A União e a defesa civil já podem executar os R$ 360 milhões em ações emergenciais nas regiões afetadas, enquanto o texto segue em tramitação para análise do Congresso Nacional.
A nova medida provisória fura a meta fiscal de 2026?
Não. Os créditos extraordinários ficam fora da contagem da meta fiscal e não alteram o superávit fixado em R$ 34,3 bilhões para 2026. Por outro lado, esses gastos extras elevam o saldo total da dívida pública federal.
Quais tipos de ocorrências podem receber essa verba?
O crédito cobre tempestades com vendavais e granizo, inundações, enxurradas, alagamentos e estiagens severas. O texto do governo federal também prevê recursos para conter erosões laminares, de margens fluviais e continentais em áreas urbanas ou rurais.

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