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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Bancário

Pix no exterior e sem internet estão nos planos do BC

Relatório do Banco Central prevê remessas internacionais, uso de recebíveis como garantia de crédito e ferramenta de inteligência artificial antifraude.

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Relatório do Banco Central prevê remessas internacionais, uso de recebíveis como garantia de crédito e ferramenta de inteligência artificial antifraude.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Banco Central (BC) estuda conectar o Pix a sistemas de pagamentos de outros países para liberar remessas e compras internacionais instantâneas. A mudança busca baratear custos operacionais e expandir o acesso a transações globais.

A proposta consta no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, publicado nesta segunda-feira (10 de agosto de 2026). Além das transferências ao exterior, a autoridade monetária planeja liberar pagamentos por aproximação sem conexão com a internet e transformar o Pix automático em substituto do débito em conta.

O que muda para quem usa o sistema

O consumidor poderá enviar dinheiro para fora do país e fazer pagamentos no comércio presencial mesmo sem sinal no celular. Empresas poderão usar a projeção de pagamentos futuros a receber pelo Pix para conseguir financiamentos bancários com juros menores.

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Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos.

Banco Central, em relatório oficial

O BC também quer frear o uso indevido do campo de mensagens. Transferências de centavos vinham sendo usadas para enviar ameaças e ofensas, o que motivou a criação de um grupo de trabalho para propor regras punitivas e limitações no aplicativo.

Reforço no combate a fraudes

Para proteger os correntistas, o órgão desenhou oito medidas de segurança integradas entre todas as instituições financeiras. O objetivo é padronizar os alertas e impedir que transações suspeitas fora do horário comercial passem sem checagem rigorosa.

Entre as novidades, o sistema calculará em tempo real um indicador de risco para cada operação. A tecnologia usará um modelo de machine learning para medir a probabilidade de golpe antes da liberação do dinheiro.

Bancos que falharem em proteger a rede sofrerão punições cautelares, incluindo o bloqueio temporário para cadastrar novas chaves.

Pressão geopolítica dos Estados Unidos

A expansão internacional do Pix enfrenta resistência diplomática. A Casa Branca aplicou uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros alegando que a tecnologia nacional representa concorrência desleal no mercado financeiro.

Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, o governo do presidente Donald Trump critica o modelo por perder o controle sobre a infraestrutura de pagamentos global. Ao criar uma rede própria, o Brasil reduz a exposição a sanções financeiras internacionais.

Perguntas frequentes

Quando o Pix internacional começa a funcionar?
O material de origem não informa a data em que a integração internacional entra em vigor. O Banco Central (BC) afirmou que as propostas estão em fase de estudo e negociação com outros países, embora empresas privadas já operem alguns modelos próprios no mercado.
Como vai funcionar o Pix sem internet?
A ferramenta permitirá transferências por aproximação no comércio físico sem necessidade de conexão com a internet. O Banco Central (BC) desenvolve a tecnologia para que a operação ocorra de forma segura diretamente entre os dispositivos, sem depender do sinal de dados do celular.
O Pix pode ser usado como garantia de empréstimo?
Sim. O projeto do Banco Central (BC) prevê a utilização do fluxo futuro de pagamentos recebidos via Pix como garantia para novos financiamentos. A medida busca baratear o custo do crédito e reduzir os juros cobrados de empresas.
O que o Banco Central vai fazer contra ofensas enviadas pelo Pix?
A autoridade monetária criou um grupo de trabalho para analisar o uso inadequado do campo de mensagem do aplicativo. O grupo vai propor regras regulamentares para conter o envio de ameaças e intimidações realizadas por meio de transferências de valores irrisórios.

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