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PLANTÃO

Câmara proíbe corte de verbas do Fust para telecom

20h55
WED., 12 DE AGO. DE 2026
Digital

Câmara proíbe corte de verbas do Fust para telecom

Proposta blindou os recursos da expansão de internet em escolas públicas e áreas rurais contra bloqueios orçamentários do governo.

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Proposta blindou os recursos da expansão de internet em escolas públicas e áreas rurais contra bloqueios orçamentários do governo.
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou a proibição de bloqueios orçamentários sobre os recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). O placar fechou em 333 votos a 91 nesta quarta-feira (12 de agosto).

A medida trava o contingenciamento (bloqueio temporário de verbas do orçamento pelo Executivo). Com a mudança, a receita arrecadada para levar internet a regiões isoladas precisa chegar ao destino final sem retenções financeiras na conta da União.

O que muda na prática para a população

Hoje a União pode segurar a receita cobrada nas contas de telefone para cumprir metas fiscais. Se o projeto virar lei, esse dinheiro arrecadado fica imune aos cortes do governo.

A regra beneficia diretamente estudantes da rede pública, moradores de zonas rurais e populações vulneráveis na Amazônia. Essas comunidades dependem dos recursos do fundo para receber antenas e cabeamento de internet banda larga.

Em setores estratégicos, como telecomunicações, a postergação ou a limitação da aplicação dos recursos compromete a expansão de infraestrutura, a conectividade de escolas públicas, a cobertura em áreas rurais e remotas, a conexão de pontos públicos de interesse e o atendimento de populações em situação de vulnerabilidade.

Maria Rosas, deputada federal e relatora da proposta

Regras de financiamento e incentivo fiscal

O substitutivo da deputada Maria Rosas (Republicanos-SP) altera a distribuição do dinheiro. O texto estabelece que pelo menos 50% das receitas anuais do fundo entrem no setor por meio de financiamentos reembolsáveis.

A proposta também renova por cinco anos o desconto de até metade da contribuição devida ao fundo pelas operadoras. Para garantir o abatimento, as empresas precisam investir recursos próprios em projetos pré-aprovados. A proposta original pertence ao deputado Juscelino Filho (PSDB-MA).

As empresas interessadas precisam submeter seus planos de expansão à aprovação do Conselho Gestor do Fust. A estimativa de arrecadação do fundo para o ano que vem alcança R$ 465 milhões, valor que já contabiliza as renúncias fiscais concedidas às operadoras.

Situação da proposta e próximos passos

Nada muda de imediato nas contas públicas nem nos contratos do setor. O texto aprovado pelos deputados seguiu para o Senado Federal, onde passará por comissões e pelo Plenário antes de eventual sanção presidencial.

Perguntas frequentes

O que é o Fust e de onde vem o seu dinheiro?
O Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações reúne verbas cobradas das operadoras de telecomunicações. O dinheiro financia a expansão de redes de internet e telefonia em regiões com pouca atratividade comercial, como áreas rurais, escolas públicas e localidades isoladas da Amazônia.
A nova regra do Fust já está valendo?
Não. O Projeto de Lei Complementar 230/25 recebeu aprovação na Câmara dos Deputados, mas ainda precisa tramitar no Senado Federal. Se os senadores aprovarem a proposta sem alterações, o texto segue para a sanção da Presidência da República para entrar em vigor.
Como a decisão afeta a internet nas escolas públicas?
A proibição de congelar recursos garante fluxo financeiro contínuo para conectar estabelecimentos de ensino públicos. Com o fim dos bloqueios orçamentários promovidos pelo governo, as obras e programas de instalação de redes de internet em escolas deixam de sofrer paralisações.

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