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16h12
WED., 12 DE AGO. DE 2026
Digital

PL limita taxas e regras de marketplaces para vendedores

Proposta proíbe aumento unilateral de comissões e permite saída de lojistas parceiros em até 90 dias sem cobrança de multa.

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Proposta proíbe aumento unilateral de comissões e permite saída de lojistas parceiros em até 90 dias sem cobrança de multa.
Foto: Aécio Neves - Senador · CC BY 2.0 · via Flickr

O Projeto de Lei 484/26 estabelece regras para limitar cobranças e proibir aumentos unilaterais de tarifas impostas por plataformas de e-commerce a vendedores parceiros. Se aprovado, os marketplaces terão de detalhar todos os custos cobrados dos comerciantes.

O que muda para o vendedor parceiro

Hoje, plataformas digitais alteram comissões e criam custos fixos sem negociação prévia. A proposta proíbe modificações contratuais e em tabelas que elevem as despesas do lojista sem critérios transparentes.

Quando houver discordância sobre novos valores, o comerciante poderá encerrar a conta no prazo de 90 dias. Durante esse período, o vendedor retira os anúncios sem pagar multa contratual, garantida a manutenção das condições comerciais anteriores até o encerramento do vínculo.

Transparência e punições por abuso

As empresas do setor deverão informar os critérios usados na definição de taxas, tarifas e comissões. O descumprimento das regras sujeita a empresa a penalidades com base na Lei de Defesa da Concorrência, sem excluir sanções cíveis e criminais.

O autor do projeto sustenta que grandes empresas aplicam tarifas abusivas que tomam mais de 70% do lucro dos comerciantes após dominarem o mercado.

As plataformas iniciam suas operações com ‘taxa zero’ ou bem reduzidas para atrair vendedores e destruir a concorrência local.

Paulinho da Força, deputado federal

O deputado Paulinho da Força afirma que a criação de dependência econômica obriga os comerciantes a aceitarem custos inviáveis para os negócios.

Descontos para pequenos negócios

A proposta permite que os marketplaces cobrem taxas menores de microempreendedores individuais e de microempresas. O objetivo é equilibrar a competição entre pequenos lojistas e grandes grupos comerciais no e-commerce.

Como tramita o projeto na Câmara

A matéria passa por análise na Comissão de Indústria, Comércio e Serviço e na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O exame ocorre em caráter conclusivo nas duas comissões da Câmara dos Deputados.

Para virar lei, o texto precisa de aprovação dos deputados federais e do Senado Federal. Não há mudanças em vigor até o encerramento da votação no Congresso Nacional.

Perguntas frequentes

O que muda nas taxas cobradas pelos marketplaces?
O Projeto de Lei 484/26 exige transparência na composição de comissões e tarifas cobradas dos vendedores parceiros. As empresas ficam proibidas de alterar contratos ou tabelas para aumentar custos unilateralmente.
O vendedor pode sair da plataforma sem pagar multa?
Sim. O projeto concede o prazo de 90 dias para o vendedor encerrar suas atividades e retirar anúncios da plataforma sem sofrer multas, mantendo as condições comerciais antigas até o desligamento.
Microempresas terão desconto nas comissões do e-commerce?
O texto autoriza os marketplaces a oferecerem taxas reduzidas para microempreendedores individuais e microempresas, com a finalidade de fortalecer pequenos comerciantes regionais.
A nova regra para comércio eletrônico já está valendo?
Não. A proposta ainda precisa tramitar pelas comissões da Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes de ser sancionada e virar lei nacional.

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