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Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Bancário

Senado adia votação do PL de Minerais Críticos

Pedido de vista na Comissão de Infraestrutura paralisa proposta que cria fundo garantidor e rede de pesquisa para o setor mineral.

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Pedido de vista na Comissão de Infraestrutura paralisa proposta que cria fundo garantidor e rede de pesquisa para o setor mineral.
Foto: Carolina Curi/Agência Senado

A Comissão de Infraestrutura do Senado adiou a votação do Projeto de Lei 4443/2025 após um pedido de vista nesta terça-feira (14). A proposta cria a política nacional para exploração e industrialização de minerais estratégicos no país.

O que muda na prática com a proposta

O projeto institui o Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos e o Cadastro Nacional de Projetos. A estrutura busca dar coordenação e segurança jurídica aos empreendimentos do setor.

A proposta atinge empresas mineradoras, investidores privados, universidades e instituições de pesquisa. Nada muda por enquanto. O texto aguarda nova data de votação no Senado antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

O projeto prevê ainda a Rede Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Formação Profissional (RN-MCE). Essa rede reúne universidades, startups e centros tecnológicos para criar tecnologias e treinar mão de obra para a cadeia mineral.

Fundo garantidor e financiamento de projetos

Para atrair investimentos privados, o texto cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM). O mecanismo não concede empréstimos diretos aos mineradores, mas oferece garantias financeiras para reduzir o risco das operações. O modelo funciona de forma parecida com o Fundo Garantidor de Créditos do mercado financeiro.

O projeto autoriza a aplicação de recursos de fundos públicos já existentes em obras de infraestrutura ligadas ao setor. A lista inclui o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), o Fundo Garantidor de Infraestrutura (FGIE) e os fundos de desenvolvimento regional da Amazônia (FDA), Centro-Oeste (FDCO) e Nordeste (FDNE).

Tramitação na comissão e próximos passos

O relator do texto, senador Wilder Morais, apresentou parecer favorável na reunião do colegiado. A votação travou após o pedido de vista puxado pelo senador Rogério Carvalho. A presidência do colegiado vai marcar a data de retorno da matéria à pauta.

A comissão analisa o texto em decisão terminativa, rito no qual a votação do colegiado substitui a deliberação do Plenário. Se aprovada na comissão, a proposta segue direto para análise da Câmara dos Deputados.

Reservas estratégicas e potencial do país

O Brasil lidera as reservas mundiais de nióbio, concentrando 94% do total global com 16 milhões de toneladas. O país também ocupa a segunda posição global em reservas de grafita, com 26% do total e 74 milhões de toneladas, e o terceiro lugar em níquel, com 12% e 16 milhões de toneladas.

As jazidas de terras raras concentram-se principalmente em cinco estados: Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe. A proposta busca estruturar o aproveitamento econômico dessas riquezas.

Perguntas frequentes

O que é o Fundo Garantidor da Atividade Mineral?
O Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM) é um mecanismo previsto no Projeto de Lei 4443/2025 para conceder garantias financeiras a projetos de mineração. O fundo não empresta dinheiro diretamente, mas reduz o risco de investidores privados interessados no setor.
Quando as novas regras para minerais críticos entram em vigor?
As regras ainda não estão em vigor. A Comissão de Infraestrutura do Senado adiou a votação do Projeto de Lei 4443/2025. Se a comissão aprovar o texto, a matéria ainda precisará ser analisada e votada pela Câmara dos Deputados.
Quais estados concentram as reservas de terras raras no Brasil?
As principais jazidas de terras raras com potencial econômico no Brasil ficam nos estados de Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe. O país também possui grandes reservas de nióbio, grafita e níquel.
O projeto de lei precisa passar pelo Plenário do Senado?
Não. A Comissão de Infraestrutura do Senado analisa o Projeto de Lei 4443/2025 em decisão terminativa. Se o colegiado aprovar o parecer, o texto segue diretamente para a Câmara dos Deputados, sem necessidade de votação no Plenário do Senado.

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