Pular para o conteúdo
Assine o boletim Publique seu artigo Anuncie 13/08/2026Entrar
PLANTÃO

Governo libera R$ 3,5 bi para habitação e microempresa

16h42
THU., 13 DE AGO. DE 2026
Imóveis

Governo libera R$ 3,5 bi para habitação e microempresa

Medida provisória destina verba para reforçar fundos garantidores de crédito e ampliar reformas em moradias de famílias de baixa renda.

Por
𝕏 f
Medida provisória destina verba para reforçar fundos garantidores de crédito e ampliar reformas em moradias de famílias de baixa renda.
Foto: Almanaque Lusofonista · CC BY 3.0 br · via Wikimedia Commons

A Presidência da República abriu R$ 3,5 bilhões em crédito extraordinário — recurso liberado fora do orçamento regular para despesas urgentes — voltados a moradia popular e financiamentos para micro e pequenas empresas.

A Medida Provisória 1.385/2026 saiu no Diário Oficial da União em 13 de agosto de 2026. A verba se divide entre garantias para empréstimos empresariais e obras habitacionais.

A divisão dos recursos públicos

O governo repassou a maior fatia do dinheiro, no valor de R$ 2,75 bilhões, para encargos sob gestão do Ministério da Fazenda. O montante serve para colocar recursos em cotas de dois fundos garantidores, criados para facilitar o acesso de pequenos negócios a linhas bancárias.

Fundos garantidores cobrem eventuais calotes e diminuem o risco dos bancos, o que costuma baratear juros e destravar crédito para quem fatura pouco. O texto oficial não detalhou os nomes dos fundos beneficiados nessa operação.

O que muda na habitação popular

O restante do orçamento, somando R$ 750 milhões, foi para o Ministério das Cidades. Esse dinheiro entra no Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab) e banca o Programa Moradia Digna, focado em reformas estruturais para famílias de baixa renda em assentamentos informais.

A meta fixada pela MP é incluir 87 mil unidades por ano no cronograma de contratações do FGHab. O atendimento foca comunidades urbanas passíveis de regularização fundiária. O dinheiro financia reformas para tornar imóveis precários mais seguros e salubres.

Como fica a tramitação política

A regra já produz efeitos práticos desde a publicação oficial, mas precisa de confirmação legislativa. O Congresso Nacional tem o prazo de 120 dias para analisar o texto e transformá-lo em lei definitiva, sob pena de a liberação perder a eficácia.

Deputados e senadores podem aprovar o texto como veio do Executivo, propor alterações ou rejeitar a medida. Enquanto o parlamento não conclui a votação, o repasse das verbas para os ministérios segue plenamente autorizado.

Perguntas frequentes

O dinheiro já está disponível para uso?
Sim. Como a medida provisória tem força de lei imediata, os recursos entraram no Orçamento federal na data de publicação oficial. Os ministérios já podem aplicar os valores conforme o planejamento estabelecido pelo governo federal.
Quem pode ser atendido pelo Moradia Digna?
O programa atende famílias de baixa renda residentes em assentamentos urbanos informais que estejam em processo de regularização. Os recursos repassados ao Ministério das Cidades financiam melhorias nas habitações, com meta de alcançar 87 mil novas unidades ao ano.
Quais fundos de microempresas receberam os recursos?
O material oficial informa apenas que o Ministério da Fazenda recebeu R$ 2,75 bilhões para aplicar em dois fundos garantidores destinados a micros e pequenas empresas, sem divulgar os nomes dessas entidades nem as condições de acesso aos empréstimos.
O que ocorre se o Congresso Nacional não votar a MP?
Se o Congresso Nacional não votar a medida provisória em até 120 dias, o texto perde a validade. Os atos praticados durante o período de vigência continuam válidos, mas as autorizações orçamentárias futuras perdem eficácia.

Leia também