Câmara aprova porte de arma para oficiais de justiça
Projeto altera o Estatuto do Desarmamento e segue para a análise do Senado Federal antes de virar lei.

A Câmara dos Deputados aprovou a proposta que concede autorização de porte de arma de fogo para oficiais de justiça em todo o país. O texto altera a legislação nacional e segue agora para avaliação do Senado Federal.
Nada muda na prática por enquanto. Para que os servidores conquistem a permissão legal de circulação armada, a proposta necessita de aprovação pelos senadores e do envio para a sanção presidencial.
O que muda na legislação atual
Atualmente, o Estatuto do Desarmamento restringe o direito de carregar armas a grupos específicos descritos no texto legal. A permissão abrange hoje agentes estatais de segurança, membros de carreiras de auditoria da Receita Federal e ocupantes de cargos da Auditoria-Fiscal do Trabalho.
A mudança aprovada pelos deputados insere formalmente os oficiais de justiça no grupo com prerrogativa de transporte de armamento. A iniciativa teve início com a ex-deputada Edna Macedo (SP), que apontou omissão do Poder Legislativo em relação ao perigo enfrentado por esses agentes no cotidiano.
cometeu grave equívoco
Edna Macedo, ex-deputada
Tramitação do projeto no Congresso
Os parlamentares aprovaram o texto consolidado na Comissão de Segurança Pública. A matéria também recebeu análise e adequações no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes da deliberação realizada em 13 de agosto de 2026.
Durante a sessão plenária, a leitura do relatório coube ao deputado Coronel Meira (PL-PE). Ele apresentou as conclusões do relator oficial da matéria, o deputado Jonas Donizette (PSB-SP). O posicionamento favorável garantiu a vitória do texto substitutivo criado para atualizar a versão inicial do Projeto de Lei 5415/05.
Quem sente o impacto da alteração
A medida alcança diretamente oficiais encarregados de intimações, penhoras e diligências de rua. O objetivo declarado da alteração é dar proteção legal aos profissionais expostos a hostilidades no cumprimento de ordens expedidas pelo Poder Judiciário.
O regramento iguala o tratamento concedido aos oficiais ao regime aplicado a auditores fiscais e agentes públicos de fiscalização. A data de votação na Casa revisora depende da pauta que os senadores definirem nos próximos meses.
O material original fornecido pela Câmara não menciona prazos específicos para a tramitação final do projeto. A divulgação oficial também não detalha exigências técnicas ou burocráticas relativas aos exames necessários para a obtenção do documento.
Perguntas frequentes
Quem tem direito ao porte de arma pelo projeto?
A liberação do porte de arma já está valendo?
Quais carreiras já possuem porte pelo Estatuto do Desarmamento?
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