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PLANTÃO

Projeto treina detentas para trabalho e renda na Paraíba

11h19
THU., 13 DE AGO. DE 2026
Processo

Projeto treina detentas para trabalho e renda na Paraíba

Oficinas de costura e artesanato nas unidades femininas de João Pessoa e Campina Grande integram o Plano Pena Justa do Conselho Nacional de Justiça.

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Oficinas de costura e artesanato nas unidades femininas de João Pessoa e Campina Grande integram o Plano Pena Justa do Conselho Nacional de Justiça.
Foto: Conselho Nacional de Justiça - CNJ · CC BY 2.0 · via Flickr

Mulheres presas em João Pessoa ganham capacitação profissional e autonomia por meio da fabricação de artigos artesanais. A iniciativa integra o esforço do Conselho Nacional de Justiça para transformar a execução penal na Paraíba.

As oficinas ocorrem dentro da Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, na capital paraibana, onde 16 mulheres produzem bonecas de pano e itens decorativos. A capacitação combina aulas teóricas de gestão de negócios com aulas práticas na máquina de costura.

O que muda para as mulheres presas

A rotina do cumprimento de pena deixa de ser ociosa e passa a oferecer formação em corte, costura e empreendedorismo. As participantes aprendem uma profissão estruturada, montam peças para comercialização e garantem qualificação técnica para buscarem sustento ao deixarem a prisão.

A artesã Selena Gomes, de 38 anos, cumpre pena na unidade e integra a oficina há dois anos. Para ela, o aprendizado vai além do trabalho manual e recupera a dignidade perdida no cárcere.

Como funciona a expansão do projeto no estado

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária expandiu a iniciativa em 2021 para a Penitenciária Feminina de Campina Grande. Enquanto João Pessoa foca no artesanato tradicional de bonecas, a unidade de Campina Grande fabrica amigurumis e utilitários para o lar, ampliando as opções de mercado.

O modelo faz parte da rede estadual de ressocialização, que abrange 60 unidades produtivas entre as 62 unidades prisionais da Paraíba. No total, a rede movimenta diariamente cerca de 1.800 pessoas privadas de liberdade em atividades educacionais, culturais e profissionais.

Um dos grandes objetivos da política de ressocialização é justamente romper com a invisibilidade social dessas pessoas e reconhecer que, por trás de cada indivíduo privado de liberdade, existe uma história, uma trajetória e, principalmente, uma possibilidade de reconstrução.

João Rosas, gerente de Ressocialização do Sistema Penitenciário da Paraíba

Qual é o papel da Justiça no programa

O Tribunal de Justiça da Paraíba atua em conjunto com o órgão nacional pelo Plano Pena Justa. Essa parceria busca garantir trabalho digno no sistema prisional e reduzir os índices de reincidência criminal por meio da educação e do trabalho.

A diretriz prioriza a formação de reintegração social continuada. O objetivo do Judiciário é criar condições para que a egressa do sistema prisional consiga renda própria e mantenha os vínculos comunitários fortalecidos ao obter a liberdade.

Perguntas frequentes

Quem pode participar do Projeto Castelo de Bonecas?
O programa atende mulheres privadas de liberdade em regime fechado alocadas na Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, em João Pessoa, e na Penitenciária Feminina de Campina Grande, na Paraíba.
Quais produtos são feitos pelas detentas na Paraíba?
Na capital, a produção foca em bonecas de pano artesanais. Em Campina Grande, as oficinas confeccionam amigurumis, artigos de decoração e utilitários para o lar, como sousplats.
Como a Justiça apoia essa iniciativa nos presídios?
O projeto recebe apoio do Conselho Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça da Paraíba por meio do Plano Pena Justa, incentivando a capacitação técnica para diminuir a reincidência criminal.
Quantas unidades prisionais da Paraíba têm trabalho produtivo?
O estado conta com 60 unidades produtivas em 62 presídios, movimentando cerca de 1.800 internos diariamente em oficinas de trabalho, cursos e atividades educacionais.

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