Urna eletrônica tem 40 etapas de auditoria, afirma TSE
Órgão explica que apuração começa na seção com emissão do boletim impresso e que não há registro de fraude desde 1996.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou a segurança das urnas eletrônicas para as eleições de 2026. A contagem dos votos começa na própria seção eleitoral, antes mesmo do envio dos dados criptografados para a totalização centralizada.
Assim que a votação encerra, a urna gera e imprime o boletim de urna, que traz a soma dos votos recebidos por cada candidato e partido. Uma cópia desse papel fica colada na porta da seção eleitoral. Qualquer pessoa pode checar os números do papel com os dados publicados depois na internet.
Como funciona a checagem da somatória dos votos
A checagem dos dados ocorre antes da inclusão do boletim na contagem geral. O sistema analisa se o arquivo veio de uma urna oficial daquela seção específica e confirma a presença de uma assinatura digital válida.
Não é só receber e somar. Tudo é verificado.
Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE
O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, explica que fiscais de partidos e auditores externos acompanham todo esse percurso. O sistema soma 40 etapas de fiscalização e auditoria que funcionam antes, durante e depois da votação.
Identificação por biometria e guarda de registros
A biometria libera a urna apenas para o eleitor correto. Quando o leitor biométrico falha, o mesário autoriza a liberação manualmente, e a decisão fica gravada no sistema para conferência posterior.
Se um partido contestar o resultado, a Justiça Eleitoral pode abrir os arquivos mantidos sob lacre. As urnas e os registros digitais permanecem guardados após o pleito para permitir eventuais recontagens.
Por que o voto impresso ficou de fora
O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a impressão do voto junto com a urna eletrônica. Testes realizados em 2002 mostraram que as impressoras acopladas provocavam travamentos técnicos e aumentavam o índice de falhas nos aparelhos.
A urna eletrônica estreou no Brasil em 1996. Nesses quase 30 anos de uso do sistema eletrônico, o tribunal registra zero casos comprovados de fraude. O modelo atual substituiu as antigas cédulas em papel, que acumulavam histórico de rasuras e contagens adulteradas.
Perguntas frequentes
Como é feita a apuração dos votos na urna eletrônica?
O que acontece se a biometria do eleitor não funcionar?
O Brasil já usou voto impresso com a urna eletrônica?
Existe registro de fraude na urna eletrônica?
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