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PLANTÃO

Senado aprova corte de impostos sobre combustíveis

21h56
THU., 13 DE AGO. DE 2026
Processo

Urna eletrônica tem 40 etapas de auditoria, afirma TSE

Órgão explica que apuração começa na seção com emissão do boletim impresso e que não há registro de fraude desde 1996.

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Órgão explica que apuração começa na seção com emissão do boletim impresso e que não há registro de fraude desde 1996.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou a segurança das urnas eletrônicas para as eleições de 2026. A contagem dos votos começa na própria seção eleitoral, antes mesmo do envio dos dados criptografados para a totalização centralizada.

Assim que a votação encerra, a urna gera e imprime o boletim de urna, que traz a soma dos votos recebidos por cada candidato e partido. Uma cópia desse papel fica colada na porta da seção eleitoral. Qualquer pessoa pode checar os números do papel com os dados publicados depois na internet.

Como funciona a checagem da somatória dos votos

A checagem dos dados ocorre antes da inclusão do boletim na contagem geral. O sistema analisa se o arquivo veio de uma urna oficial daquela seção específica e confirma a presença de uma assinatura digital válida.

Não é só receber e somar. Tudo é verificado.

Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE

O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, explica que fiscais de partidos e auditores externos acompanham todo esse percurso. O sistema soma 40 etapas de fiscalização e auditoria que funcionam antes, durante e depois da votação.

Identificação por biometria e guarda de registros

A biometria libera a urna apenas para o eleitor correto. Quando o leitor biométrico falha, o mesário autoriza a liberação manualmente, e a decisão fica gravada no sistema para conferência posterior.

Se um partido contestar o resultado, a Justiça Eleitoral pode abrir os arquivos mantidos sob lacre. As urnas e os registros digitais permanecem guardados após o pleito para permitir eventuais recontagens.

Por que o voto impresso ficou de fora

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a impressão do voto junto com a urna eletrônica. Testes realizados em 2002 mostraram que as impressoras acopladas provocavam travamentos técnicos e aumentavam o índice de falhas nos aparelhos.

A urna eletrônica estreou no Brasil em 1996. Nesses quase 30 anos de uso do sistema eletrônico, o tribunal registra zero casos comprovados de fraude. O modelo atual substituiu as antigas cédulas em papel, que acumulavam histórico de rasuras e contagens adulteradas.

Perguntas frequentes

Como é feita a apuração dos votos na urna eletrônica?
A contagem começa na própria seção eleitoral assim que o pleito encerra. A urna eletrônica imprime o boletim com o resultado daquela seção, envia os dados por rede criptografada e o Tribunal Superior Eleitoral valida as assinaturas digitais antes de somar o resultado.
O que acontece se a biometria do eleitor não funcionar?
Se o leitor biométrico não reconhecer as digitais do eleitor, o mesário pode autorizar a votação após checar o documento oficial. Esse procedimento fica registrado no sistema para auditorias futuras pela Justiça Eleitoral.
O Brasil já usou voto impresso com a urna eletrônica?
Sim. A Justiça Eleitoral testou impressoras conectadas às urnas em 2002, mas a experiência gerou falhas técnicas. O Supremo Tribunal Federal posteriormente declarou a obrigatoriedade do voto impresso inconstitucional.
Existe registro de fraude na urna eletrônica?
Não. O Tribunal Superior Eleitoral informa que não há nenhum caso comprovado de fraude no sistema eletrônico de votação desde a primeira utilização do aparelho no país, em 1996.

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