PF mira rota de cocaína da Bolívia para o Brasil
A Operação Fractus cumpriu mandado de busca em Campo Grande após mensagens em celular de foragido revelarem remessas de drogas ativas desde 2024.

A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta quarta-feira (12 de agosto) um mandado de busca e apreensão em Campo Grande contra uma rede criminosa dedicada ao tráfico internacional de cocaína vinda da Bolívia.
Como funcionava a rota de distribuição
Os investigadores identificaram que o grupo criminoso utilizava a cidade de Corumbá, na fronteira de Mato Grosso do Sul com território boliviano, como o principal corredor de entrada das drogas. Do município fronteiriço, as cargas seguiam viagem para abastecer diferentes estados brasileiros.
De acordo com os dados colhidos pela PF, o esquema realizava remessas sistemáticas de entorpecentes desde 2024. A logística envolvia a compra do entorpecente em solo estrangeiro, o transporte clandestino pela linha internacional e a pulverização dos lotes no mercado interno.
Origem da investigação em Santa Cruz de la Sierra
O caso começou a ser desvendado em 2025, durante a captura de um cidadão brasileiro foragido que estava escondido em Santa Cruz de la Sierra, município boliviano. Na ocasião da prisão, os agentes apreenderam o telefone celular utilizado pelo suspeito.
A extração de dados do aparelho revelou conversas diretas sobre o comércio de drogas, valores e rotas, além de arquivos de imagem que mostravam pacotes de cocaína preparados para a distribuição. O conteúdo do telefone serviu de base técnica para que os investigadores mapeassem a existência da organização ativa na fronteira.
Os alvos da Operação Fractus
Batizada de Operação Fractus, a ofensiva cumpriu uma ordem judicial com o objetivo de colher novas provas materiais, apreender documentos e recolher equipamentos eletrônicos para aprofundar as apurações.
A PF busca confirmar os vínculos entre as pessoas já identificadas e descobrir outros envolvidos na cadeia de transporte, armazenamento e entrega do produto ilícito. O cumprimento do mandado de busca e apreensão, que autoriza a polícia a revistar imóveis particulares atrás de elementos de crime, concentra-se na capital sul-mato-grossense.
Impacto e situação das investigações
A ação da PF não gera mudanças de normas para a sociedade civil e foca a repressão penal aos suspeitos de integrar o esquema de narcotráfico interestadual e internacional.
Após o recolhimento de materiais na residência vasculhada em Campo Grande, os peritos realizam exames técnicos e cruzamento de dados. O inquérito policial segue em andamento para processar os dados recém-apreendidos e identificar quem financiava as viagens e quem recebia os carregamentos nos centros urbanos. O material oficial divulgado pela corporação não trouxe os nomes dos alvos da operação nem detalhou apreensões de valores em espécie.
Perguntas frequentes
O que é a Operação Fractus?
Qual era a rota utilizada pelos investigados?
Como a Polícia Federal descobriu o esquema?
Houve prisões durante o cumprimento do mandado?
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