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Assine o boletim Publique seu artigo Anuncie 17/08/2026Entrar
PLANTÃO

CNJ vota regra para grupos de agressores de mulheres

08h00
MON., 17 DE AGO. DE 2026
Processo

Mutirão da Justiça acelera ações de violência doméstica

A 33ª Semana Justiça pela Paz em Casa mobiliza tribunais de todo o país entre 17 e 21 de agosto com audiências concentradas e novas ferramentas de proteção.

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A 33ª Semana Justiça pela Paz em Casa mobiliza tribunais de todo o país entre 17 e 21 de agosto com audiências concentradas e novas ferramentas de proteção.
Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · via Flickr

Tribunais de Justiça de todo o país iniciam nesta segunda-feira (17 de agosto) a 33ª Semana Justiça pela Paz em Casa. O mutirão antecipa audiências e acelera julgamentos de casos de violência contra a mulher.

O que muda durante a semana de mutirão

O mutirão concentra a pauta das varas criminais para julgar agressores e conceder medidas protetivas de urgência, que funcionam como ordens judiciais imediatas de afastamento do agressor. Varas especializadas priorizam os processos acumulados para dar resposta rápida aos pedidos de socorro.

A coordenação nacional cabe ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em conjunto com os tribunais estaduais. O programa existe desde 2015 e mantém três etapas fixas por ano: março, agosto e novembro.

Resultados das edições anteriores

Os números consolidados mostram o impacto da força-tarefa no andamento dos processos. Na edição realizada em março deste ano, magistrados de todo o país proferiram mais de 16 mil sentenças e conduziram mais de 10 mil audiências.

No mesmo intervalo, a Justiça deferiu 11.648 medidas protetivas de urgência, segundo o CNJ. O cidadão pode acompanhar os dados de cada edição no painel público da Base Nacional de Dados do Poder Judiciário.

Novas ferramentas e projetos estaduais

Tribunais estaduais usam o período para colocar novos serviços em operação. O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) liberou o pedido eletrônico de medidas protetivas diretamente pelo portal do tribunal, sem obrigar a vítima a ir pessoalmente até uma delegacia ou fórum.

Em Pernambuco, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) firmou acordo com a defensoria estadual para criar turmas reflexivas com homens que respondem a ordens judiciais de afastamento.

Outros estados priorizam a prevenção e a segurança:

  • O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) promove debates sobre respeito e igualdade em escolas públicas ao longo do mês.
  • O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) lança orientações para a cobertura jornalística de feminicídios junto às forças de segurança.

Perguntas frequentes

Como funciona a Semana Justiça pela Paz em Casa?
O mutirão mobiliza comarcas de todo o país para dar prioridade ao julgamento de processos de violência doméstica. Durante cinco dias, magistrados concentram pautas de audiências, julgam ações pendentes e decidem com rapidez sobre pedidos de socorro e afastamento de agressores.
Quem pode pedir medida protetiva durante o mutirão?
Mulheres em situação de violência doméstica ou familiar podem solicitar proteção judicial. O pedido pode ser feito pela polícia, Ministério Público, defensoria ou diretamente por canais digitais onde o serviço já existe, como no site do Tribunal de Justiça do Acre.
Quando acontecem as edições do programa ao longo do ano?
O Conselho Nacional de Justiça organiza três semanas por ano: em março, pelo Dia Internacional da Mulher; em agosto, no aniversário da Lei Maria da Penha; e em novembro, pelo Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher.

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