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PLANTÃO

CNJ vota regra para grupos de agressores de mulheres

08h00
MON., 17 DE AGO. DE 2026
Processo

CNJ vota regra para grupos de agressores de mulheres

Pauta traz normas para programas de reeducação na violência doméstica, vagas em creches e regras de inventário e divórcio em cartório.

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Pauta traz normas para programas de reeducação na violência doméstica, vagas em creches e regras de inventário e divórcio em cartório.
Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · via Flickr

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vota nesta terça-feira a criação de um modelo padrão para grupos de responsabilização de agressores de mulheres em todo o Judiciário brasileiro.

A sessão plenária começa às 10h do dia 18 de agosto de 2026 e inclui 12 processos na pauta de julgamentos. O texto principal define requisitos mínimos de funcionamento e acompanhamento de programas voltados a homens processados por violência doméstica e familiar.

O que muda com a regra para agressores

A proposta fixa critérios nacionais para estruturar os grupos reflexivos. O projeto tem relatoria do ministro Edson Fachin, presidente do órgão.

Atualmente, cada tribunal aplica iniciativas próprias sem uma diretriz uniforme de funcionamento e fiscalização. O ato normativo estabelece regras comuns para os tribunais estaduais conduzirem as atividades pedagógicas e psicológicas com autores de agressão.

Vagas em creches e divórcio em cartório

O plenário também avalia uma norma conjunta com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) relatada pelo conselheiro Fabio Esteves. A medida busca organizar a judicialização de pedidos de vagas em creches e pré-escolas públicas, além de disciplinar a fila de espera na educação infantil.

Outro item na pauta trata de serviços notariais. Um pedido do Colégio Notarial do Brasil (CNB/CF) propõe atualizar as regras para inventários, partilhas, divórcios e dissoluções consensuais de união estável feitos diretamente em cartórios, com o objetivo de evitar interpretações divergentes entre os estados.

Os conselheiros debatem ainda alterações nas regras de monitoramento eletrônico de presos e nas normas de concursos públicos para cartórios, com relatoria do conselheiro Rodrigo Badaró. A conselheira Daiane Nogueira de Lira relata recurso específico sobre a escolha de cartórios no Paraná.

Como funciona a votação e o que falta para valer

Nada muda de forma imediata para os cidadãos. As regras só entram em vigor se a maioria dos conselheiros votar a favor de cada resolução proposta.

A sessão encerra a atuação do ministro Mauro Campbell Marques, que ocupava o cargo de corregedor nacional de justiça desde setembro de 2024. A tramitação das normas aprovadas segue para publicação oficial após a contagem final dos votos.

Perguntas frequentes

O que são os grupos reflexivos para autores de violência?
São programas mantidos pelo Judiciário voltados à reflexão, reeducação e responsabilização de homens que respondem a processos por violência doméstica e familiar. A proposta analisada pelo Conselho Nacional de Justiça busca padronizar o funcionamento dessas equipes em todo o país.
As regras sobre vagas em creches mudam agora?
Não. O texto em análise no Conselho Nacional de Justiça e no Conselho Nacional do Ministério Público é uma proposta de resolução. Para gerar efeitos práticos na distribuição de vagas e nos processos judiciais, a medida precisa de aprovação prévia pelo plenário.
Quem é afetado pela proposta sobre cartórios?
Cidadãos que realizam inventários, partilhas de bens, divórcios e dissoluções de união estável em cartórios de notas. A mudança pretende uniformizar as exigências desses procedimentos em todos os estados brasileiros para evitar regras locais divergentes.
Quando as novas resoluções passam a valer?
O material oficial não informa os prazos exatos de vigência. As medidas dependem da votação dos conselheiros na sessão ordinária e da subsequente publicação das resoluções no Diário da Justiça.

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