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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

PCDF apura plano de ataques para eleições de 2026

Operação atinge oito alvos em cinco estados após identificação de manuais de explosivos e mapas de prédios em Brasília.

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Operação atinge oito alvos em cinco estados após identificação de manuais de explosivos e mapas de prédios em Brasília.
Foto: Sinpol/DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Rede Interrompida contra alvos suspeitos de organizar ações violentas para as eleições de 2026.

As buscas visam apreender computadores, celulares e mídias digitais para interromper o planejamento do grupo. A investigação está na fase de instrução e busca de provas. Por isso, a operação não altera direitos de terceiros nem gera impacto jurídico imediato fora da esfera dos alvos investigados.

Como o grupo atuava e quais eram os alvos

A PCDF descobriu que os suspeitos trocavam arquivos com instruções para fabricar bombas e artefatos explosivos caseiros. O grupo examinava mapas, plantas arquitetônicas e maquetes virtuais em três dimensões de edifícios localizados no centro de Brasília.

Os integrantes debatiam técnicas de invasão de imóveis públicos, treinamento tático e divisão de tarefas para a seleção de alvos. As mensagens analisadas pela PCDF citavam repetidamente a capital federal como destino final para uma mobilização organizada durante o pleito de 2026.

Quem são os investigados e onde a PCDF atuou

A ação policial mirou 8 investigados com idades variando entre 19 e 31 anos. A PCDF executou os mandados com apoio de forças de segurança regionais em cinco estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

As diligências nos estados buscam determinar o grau de articulação entre os suspeitos e o estágio de maturação dos planos violentos. Os policiais trabalham para identificar novos integrantes da rede e mapear conexões ainda ocultas nas plataformas digitais.

Quais crimes a polícia apura no caso

A PCDF investiga os suspeitos por associação criminosa — termo legal para a união estável de pessoas para a prática de delitos —, incitação ao crime e apologia de fato criminoso. Os agentes também apuram infrações previstas na legislação brasileira antirracismo.

A PCDF registrou que os atos investigados não receberam enquadramento na Lei de Terrorismo nesta etapa inicial. As apurações continuam para definir a responsabilidade individual de cada investigado e recolher elementos materiais sobre as infrações penais.

Perguntas frequentes

Quem são os alvos da Operação Rede Interrompida?
A investigação da Polícia Civil do Distrito Federal mira 8 investigados com idades entre 19 e 31 anos. Os alvos moram nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
Quais crimes a PCDF investiga nesse caso?
A Polícia Civil do Distrito Federal apura os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime e infrações da legislação antirracismo. O caso não foi enquadrado na Lei de Terrorismo até o momento.
O que a polícia apreendeu na operação?
Os policiais cumpriram medidas cautelares para recolher provas digitais, apreender dispositivos eletrônicos e examinar arquivos como manuais de explosivos, plantas de edifícios públicos e modelos tridimensionais de prédios em Brasília.
Quando os atentados seriam realizados?
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, as trocas de mensagens entre os suspeitos indicavam o planejamento de ações violentas e mobilizações direcionadas a Brasília para o período das eleições de 2026.

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