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Assine o boletim Publique seu artigo Anuncie 17/08/2026Entrar
PLANTÃO

CNJ vota regra para grupos de agressores de mulheres

08h00
MON., 17 DE AGO. DE 2026
Processo

CNJ faz mutirão nacional contra violência doméstica

Tribunais concentram audiências e julgamentos de medidas protetivas entre os dias 17 e 21 de agosto de 2026.

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Tribunais concentram audiências e julgamentos de medidas protetivas entre os dias 17 e 21 de agosto de 2026.
Foto: Conselho Nacional de Justiça - CNJ · CC BY 2.0 · via Flickr

Tribunais de todo o país aceleram o julgamento de ações sobre violência doméstica nesta semana. O esforço concentrado busca agilizar medidas protetivas e audiências de casos de agressão contra mulheres entre 17 e 21 de agosto de 2026.

A mobilização faz parte da 33ª edição da campanha promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no mesmo mês em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos de vigência no Brasil.

O que muda na rotina dos tribunais

Durante os cinco dias de trabalho concentrado, juízes e servidores dão prioridade absoluta aos processos de agressão familiar e pedidos de socorro urgente. Varas especializadas e tribunais do júri intensificam a pauta para ouvir vítimas, interrogar réus e definir punições ou restrições de contato.

A violência contra a mulher não é assunto privado, é responsabilidade de todos

Edson Fachin, presidente do CNJ

O ministro Edson Fachin, presidente do CNJ, cobrou engajamento das cortes estaduais para reduzir o tempo de espera das vítimas. O objetivo central consiste em garantir que ordens de afastamento cheguem antes que o agressor cometa novos crimes.

Volume de medidas protetivas no país

O Judiciário brasileiro expediu mais de 670 mil decisões sobre medidas protetivas de urgência — ordens judiciais imediatas que proíbem a aproximação ou contato do agressor — ao longo do último ano. Esse volume representa uma média de cerca de 1.800 despachos diários para afastar ameaças.

O número de feminicídios acende o alerta das autoridades judiciais. O Brasil registrou 1.571 mortes de mulheres motivadas por gênero no ano de 2025, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A resposta judicial rápida atua como ferramenta para frear a escalada da violência antes do desfecho fatal.

Como funciona o calendário do programa

Criado em 2015 pelo CNJ, o programa organiza três etapas anuais de esforço concentrado em todos os estados. A primeira ocorre em março, ligada ao Dia Internacional da Mulher. A segunda acontece em agosto, na data da sanção da Lei Maria da Penha. A terceira ocorre em novembro, período fixado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para erradicar a violência contra o público feminino.

Na edição anterior, realizada em março, as equipes dos tribunais realizaram mais de 10 mil audiências e proferiram mais de 16 mil sentenças, totalizando 11.648 ordens de proteção concedidas. As estatísticas completas de produtividade de cada estado ficam disponíveis para consulta pública no Painel Paz em Casa, abastecido pela Base Nacional de Dados do Poder Judiciário (Datajud).

Perguntas frequentes

Quando acontece o mutirão do CNJ?
A 33ª edição da Semana Justiça pela Paz em Casa ocorre de 17 a 21 de agosto de 2026. Durante esse período, as varas judiciais de todos os tribunais brasileiros concentram audiências e julgamentos de casos de violência doméstica.
O que são medidas protetivas de urgência?
São determinações judiciais rápidas para garantir a segurança da vítima de agressão familiar. O juiz pode ordenar o afastamento imediato do agressor do lar, proibir aproximação e contato com a vítima e familiares, além de suspender o porte de armas.
Quantas vezes por ano o Judiciário faz essa ação?
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) organiza três edições anuais do mutirão: uma em março, outra em agosto e a última em novembro, sempre em datas simbólicas de defesa dos direitos das mulheres.
Onde posso consultar os resultados dos julgamentos?
Os números de audiências, sentenças e medidas protetivas concedidas em cada tribunal ficam disponíveis para acesso público no Painel Paz em Casa, mantido pela plataforma Datajud do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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