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08h15
SAT., 15 DE AGO. DE 2026
Criminal

PF mira lavagem de R$ 1,1 bilhão em esquema com bets

Operação Arena cumpre mandados em cinco estados contra grupo que usava empresas no exterior e criptoativos para ocultar valores.

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Operação Arena cumpre mandados em cinco estados contra grupo que usava empresas no exterior e criptoativos para ocultar valores.
Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · via Flickr

A Polícia Federal (PF) cumpre mandados judiciais contra uma rede empresarial suspeita de movimentar ilegalmente R$ 1,1 bilhão por meio de apostas esportivas online. A ofensiva atinge operadores que usavam empresas fora do Brasil para lavar dinheiro e driblar a fiscalização tributária.

Como funcionava a blindagem do dinheiro

O grupo investigado enviava quantias milionárias para o exterior sob a justificativa de remunerar sedes corporativas em Curaçao e na Costa Rica. No entanto, essas companhias estrangeiras não tinham atividade econômica real que justificasse o fluxo financeiro.

Para dispersar os valores, o esquema utilizava intermediadoras de pagamento, compra de ativos digitais — moedas virtuais usadas para transferir quantias sem controle bancário tradicional — e contratos de câmbio simulados. O dinheiro circulava entre diversas contas até retornar limpo aos verdadeiros donos das plataformas.

Mandados e bloqueio de bens em cinco estados

A 4ª Vara Federal da Paraíba expediu 17 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais cobrem endereços em cinco estados: Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.

A Justiça autorizou a quebra de sigilo bancário e telemático dos envolvidos, além do sequestro de bens, que é o bloqueio provisório de patrimônio para assegurar futuros ressarcimentos. Ao todo, a medida atinge até R$ 1,1 bilhão em bens móveis, imóveis e contas financeiras.

Fraude tributária e compra de licença oficial

A apuração começou em 2022, com foco em intermediadores de Campina Grande que vendiam créditos de jogos pela internet. A Receita Federal do Brasil (RFB) mobilizou 40 auditores-fiscais e analistas para identificar a sonegação e rastrear as fraudes fiscais cometidas pelos beneficiários finais.

Mesmo atuando de forma irregular antes da abertura do mercado de apostas, o grupo obteve autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA). O pagamento da outorga federal para operar no mercado regulado saiu diretamente do dinheiro obtido com os crimes e com a sonegação fiscal.

Quais crimes são apurados

Os alvos da ação respondem perante o Ministério Público Federal (MPF) por evasão de divisas — o envio não declarado de valores ao exterior —, lavagem de capitais e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penalidades dependem da responsabilidade individual apurada ao longo do inquérito.

Perguntas frequentes

Quem são os alvos da operação?
A Polícia Federal investiga pessoas físicas e empresas que controlavam sites de apostas esportivas e intermediadoras de pagamento sediadas na Paraíba e com ramificações em outros quatro estados.
Quais locais foram alvos das buscas?
A 4ª Vara Federal da Paraíba determinou mandados de busca em imóveis situados na Paraíba, em São Paulo, em Sergipe, no Rio de Janeiro e no Paraná.
As apostas foram suspensas?
O material da Polícia Federal não informa se as plataformas de apostas envolvidas tiveram o funcionamento suspenso de forma imediata pela Justiça.
Qual foi o valor total bloqueado?
A decisão da Justiça Federal autorizou o bloqueio e sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e ativos financeiros ligados aos investigados.

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