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PLANTÃO

PF prende suspeito de golpe financeiro milionário

21h00
SAT., 15 DE AGO. DE 2026
Tributário

Brasil consulta empresas antes de aplicar retaliação aos EUA

Ministério da Fazenda abriu processo para avaliar medidas contra o aumento de 37,5% em impostos cobrados pelo governo norte-americano sobre produtos nacionais.

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Ministério da Fazenda abriu processo para avaliar medidas contra o aumento de 37,5% em impostos cobrados pelo governo norte-americano sobre produtos nacionais.
Foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda

O Ministério da Fazenda vai ouvir empresários brasileiros e do exterior antes de aplicar sanções comerciais contra os Estados Unidos. A medida responde ao aumento de 37,5% em tributos imposto pelo governo norte-americano sobre produtos exportados pelo Brasil.

O que prevê a Lei da Reciprocidade

A Lei da Reciprocidade autoriza o governo brasileiro a suspender concessões e impor barreiras tarifárias equivalentes contra parceiros comerciais que adotem medidas unilaterais lesivas à economia do país.

Aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, a Lei nº 15.122 permite a criação de novos tributos de importação, a extinção de isenções fiscais vigentes ou o veto à entrada de bens e serviços estrangeiros. A regra exige que qualquer retaliação mantenha proporção direta com o dano financeiro verificado.

O processo de reciprocidade em um país sério, e que quer ouvir quem é afetado pela reciprocidade, demanda oitiva de eventuais interessados e eventuais impactados por uma medida que pode vir ou não a ser adotada no futuro.

Dario Durigan, ministro da Fazenda

Como o processo afeta o comércio exterior

A iniciativa alcança exportadores e importadores que movimentam mercadorias entre os dois países. As oitivas têm a função de mapear as perdas do setor produtivo para balizar eventuais contramedidas alfandegárias.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou em 14 de agosto que o processo formal teve início em 13 de agosto. O governo do presidente norte-americano Donald Trump alegou concorrência desleal e suposta existência de trabalho forçado para justificar a cobrança das tarifas extras sobre a pauta brasileira.

Quando as medidas começam a valer

Nada muda de imediato para as empresas e o consumidor final. Novas taxas de importação só passarão a vigorar se a equipe econômica concluir que a resposta protege o mercado interno sem infligir danos maiores às cadeias de produção locais.

O Ministério da Fazenda não divulgou prazo para a conclusão das consultas nem publicou a lista de mercadorias que podem receber alíquotas punitivas.

Perguntas frequentes

O Brasil já aumentou impostos sobre produtos dos Estados Unidos?
Não. O Ministério da Fazenda apenas instaurou o processo administrativo para consultar o setor produtivo. Nenhuma taxa nova ou restrição contra produtos norte-americanos entrou em vigor até o momento.
Quais sanções o governo brasileiro pode adotar?
Com base na Lei nº 15.122, o governo brasileiro pode instituir tributos extras de importação, cancelar isenções alfandegárias concedidas ou restringir a compra de serviços e mercadorias provenientes dos Estados Unidos.
Por que o governo dos Estados Unidos aumentou as tarifas?
A administração de Donald Trump elevou as tarifas sobre itens brasileiros em 37,5% sob a justificativa de conter práticas comerciais injustas e combater suposto uso de trabalho forçado no mercado exportador do Brasil.
Quem participará da consulta pública do Ministério da Fazenda?
O ministro Dario Durigan afirmou que o Ministério da Fazenda ouvirá empresários brasileiros e estrangeiros potencialmente impactados pelas barreiras tarifárias para avaliar os efeitos econômicos antes de qualquer decisão.

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