PL corta imposto de empresa aberta por jovem em cidade pobre
Proposta desonera IRPJ, CSLL, PIS e Cofins nos primeiros três anos de negócio aberto em municípios com IDH abaixo da média nacional.

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 2367/26, que suspende a cobrança de impostos federais para empresas abertas por jovens em municípios onde o desenvolvimento humano está abaixo da média do país.
Quais tributos entram no corte
A proposta desonera totalmente quatro tributos da União durante os primeiros três anos de atividade do novo negócio. A medida alcança o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o PIS/Pasep e a Cofins.
A iniciativa, proposta pelo deputado Silvio Antonio, estabelece o programa Minha Empresa, Meu Futuro para estimular a abertura de negócios e a geração de renda em localidades economicamente desfavorecidas.
O projeto nasce da urgência em oferecer uma alternativa real de prosperidade para a juventude brasileira, especialmente aquela residente em regiões historicamente negligenciadas pelo Poder Público, como o interior do estado do Maranhão.
Silvio Antonio, deputado federal
Quem tem direito ao benefício
O benefício atende empreendedores que abrirem empresas em cidades com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) inferior à média brasileira. O texto legislativo não detalha a idade limite para enquadramento do titular, mas fundamenta a iniciativa em indicadores sociais da juventude.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reunidos no texto apontam que, no Maranhão, 43% dos jovens entre 18 e 29 anos vivem com renda domiciliar individual de até meio salário mínimo. O índice de formalização dessa faixa no estado chega a apenas 12%.
Como a proposta tramita no Congresso
O projeto passa por análise em quatro comissões temáticas da Câmara: Desenvolvimento Econômico; Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.
A matéria segue em rito conclusivo, situação em que a aprovação pelas comissões dispensa votação no Plenário. O texto precisa ainda do aval do Senado Federal para virar lei. Nada muda na cobrança de impostos até o fim da tramitação.
Perguntas frequentes
Quais tributos deixam de ser cobrados?
Quais municípios entram na regra?
A isenção de impostos já está valendo?
Qual a idade máxima do jovem para ter direito?
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