PL da Misoginia: o que muda na prática para as mulheres
Texto em tramitação no Congresso prevê tipificar o discurso de ódio contra mulheres e impacta o ambiente escolar e digital.

O Projeto de Lei 896/23 torna a misoginia crime no Brasil e criminaliza a propagação de discursos de ódio contra o público feminino. A medida atinge ambientes virtuais e físicos, mas ainda depende de aprovação final do Congresso Nacional.
O que passa a ser enquadrado como crime?
O texto estabelece punição penal para quem praticar ou disseminar discursos de ódio contra mulheres, inclusive por meios virtuais. A legislação busca cobrir brechas que impedem a punição de manifestações discriminatórias responsáveis por estimular violência física, transformando ofensas e incitações de gênero em infrações expressamente tipificadas na legislação penal brasileira.
Quando as novas regras começam a valer?
A data de vigência ainda não foi fixada pelo Poder Legislativo. O projeto recebeu aprovação prévia no Senado Federal e está pronto para análise na Câmara dos Deputados. Se os parlamentares aprovarem o texto sem modificações, a matéria seguirá para sanção presidencial. As penalidades só valerão após a publicação oficial.
Quem é diretamente afetado pela proposta?
A medida atinge autores de agressões verbais e virtuais, além de proteger estudantes, professoras e mulheres em geral. Dados do Tribunal de Contas da União revelam que 67% das alunas já relataram agressões de homens no ambiente acadêmico, e 36% abandonaram atividades formativas por medo de novas violências físicas.
O que muda no tratamento de denúncias nas universidades?
As instituições educacionais devem revisar seus processos disciplinares internos. Atualmente, apenas 29 das 69 universidades públicas brasileiras dispõem de normas institucionais contra o assédio sexual. Especialistas recomendam a estruturação de ouvidorias e corregedorias lideradas por mulheres para evitar o arquivamento de casos, além da integração com a Defensoria Pública e o Ministério Público.
O que continua igual até a conclusão da votação?
Enquanto o projeto não é promulgado, as apurações continuam restritas aos tipos penais já existentes e aos regulamentos de cada universidade. Segundo o Tribunal de Contas da União, grande parte das normas atuais protege apenas docentes e estudantes matriculados, deixando trabalhadores terceirizados e outros colaboradores sem cobertura institucional específica contra assédios.
Perguntas frequentes
O Projeto de Lei 896/23 já é lei no Brasil?
A punição por misoginia será aplicada na internet?
Como as universidades públicas lidam hoje com o assédio sexual?
Quais medidas práticas foram sugeridas para apurar denúncias?
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