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PLANTÃO

PF prende suspeito de golpe financeiro milionário

21h00
SAT., 15 DE AGO. DE 2026
INSS

PF combate fraude de R$ 5 milhões no INSS do RJ

Operação mira criação de beneficiários fictícios para desviar recursos públicos; mandados foram cumpridos na capital fluminense e em Armação dos Búzios.

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Operação mira criação de beneficiários fictícios para desviar recursos públicos; mandados foram cumpridos na capital fluminense e em Armação dos Búzios.
Foto: O Tribunal da Democracia · Domínio público 1.0 · via Flickr

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados judiciais no estado do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (14 de agosto de 2026) para desarticular fraudes que criavam pessoas fictícias para sacar pagamentos da Previdência Social.

A ação faz parte da Operação Operatio Umbra. Nenhuma regra geral de concessão do INSS muda para os segurados regulares. A ofensiva atinge esquemas criminosos montados para desviar dinheiro público por meio de cadastros fraudulentos.

Como funcionava o esquema contra a Previdência

Os investigados forjavam documentos para criar beneficiários fantasmas e liberar pagamentos mensais sem que existisse uma pessoa real por trás do benefício. O prejuízo calculado com os desvios chega a R$ 5 milhões, segundo dados da fiscalização federal.

Quando o benefício fantasma recebia aprovação, os saques ocorriam mês a mês sem chamar atenção imediata dos mecanismos automáticos. A inteligência previdenciária precisou cruzar bancos de dados civis e trabalhistas para constatar que os titulares registrados simplesmente não existiam no mundo real. O dinheiro saía dos cofres públicos direto para contas ligadas aos fraudadores.

O que a investigação descobriu até agora

O trabalho investigativo começou com a checagem de 10 benefícios com indícios claros de irregularidade documental. A partir dessa amostra, a PF mapeou o padrão das concessões indevidas e solicitou autorização da Justiça Federal para buscas.

Os agentes federais cumpriram 2 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos. Os policiais recolheram documentos e mídias para comprovar a atuação dos envolvidos e identificar outros cadastros forjados no sistema.

Atuação conjunta da Força-Tarefa Previdenciária

As ações foram coordenadas pela Força-Tarefa Previdenciária, estrutura integrada pela PF e pela Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), unidade do Ministério da Previdência Social (MPS).

A parceria completou 26 anos de atuação contínua no combate a crimes organizados contra os recursos da seguridade social. Dentro dessa estrutura, a CGINP rastreia inconsistências cadastrais nos sistemas informatizados, enquanto os policiais federais executam as medidas de repressão e colheita de provas.

Perguntas frequentes

Quem foi prejudicado pelo esquema de fraudes?
O prejuízo de R$ 5 milhões atingiu diretamente os cofres públicos e os fundos da Previdência Social. Os segurados regulares que recebem aposentadorias ou pensões de forma legal não tiveram seus pagamentos afetados pela apuração da Polícia Federal.
Houve prisões durante a operação no Rio de Janeiro?
O material divulgado não informa sobre prisões em flagrante ou decretação de prisões preventivas. A Polícia Federal e a Justiça Federal concentraram as medidas no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão na capital e em Armação dos Búzios.
Como a Previdência Social identifica esses desvios?
A Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP) monitora e cruza dados cadastrais dos sistemas públicos para detectar inconsistências. Ao constatar a criação de registros falsos, a unidade repassa os indícios à Polícia Federal para abertura de inquérito criminal.

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