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PLANTÃO

CNJ afasta juiz do processo de falência do Banco Santos

20h15
TUE., 18 DE AGO. DE 2026
Processo

CNJ afasta juiz do processo de falência do Banco Santos

Decisão colegiada mantém magistrado fora do caso após reunião gravada com herdeiros do ex-controlador sem a presença dos advogados constituídos.

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Decisão colegiada mantém magistrado fora do caso após reunião gravada com herdeiros do ex-controlador sem a presença dos advogados constituídos.
Foto: Governo do Brasil/Banco Central do Brasil/Museu de Valores do Banco Central do Brasil · Public domain · via Wikimedia Commons

O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou nesta terça-feira (18 de agosto de 2026) o afastamento do juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho de todos os processos da falência do Banco Santos.

A decisão confirma a liminar — decisão provisória aplicada antes do julgamento final — determinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques. A proibição atinge somente as ações ligadas à instituição financeira.

O motivo do afastamento do magistrado

O caso teve início em uma apuração disciplinar sobre uma conversa gravada em agosto de 2024 no gabinete do juiz. Na ocasião, o titular da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital de São Paulo recebeu três herdeiros do antigo controlador do banco.

Os herdeiros estavam desacompanhados de seus advogados constituídos. O encontro foi intermediado por um administrador judicial sem poderes formais para atuar em nome das partes. O magistrado também teria tecido críticas à defesa técnica dos herdeiros e apontado outros profissionais para o caso.

Do encontro, participaram o próprio juiz e os três herdeiros do falecido ex-controlador do Banco Santos, os quais não se faziam acompanhar de seus advogados constituídos. O encontro teria sido articulado por administrador judicial que não detinha procuração para representar qualquer das partes envolvidas no processo falimentar.

Mauro Campbell Marques, corregedor nacional de Justiça

A corregedoria apontou que o magistrado deveria ter convocado uma audiência pública com todos os envolvidos no processo, em vez de manter uma conversa reservada com apenas uma das partes.

O que muda na atuação do juiz

O julgamento alterou a punição aplicada na abertura da investigação disciplinar. No início do processo, o juiz havia sido suspenso de todas as suas funções no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP).

Na análise realizada durante a 12ª Sessão Ordinária de 2026, o plenário reviu o alcance da ordem. O magistrado continua proibido de julgar e despachar nos autos da falência do Banco Santos, mas pode exercer suas atividades normais nas outras ações da vara judicial.

Quem é afetado pela decisão

A determinação altera a condução da liquidação da massa falida do Banco Santos, que passa para as mãos de um substituto. Credores e interessados no processo falimentar terão seus pedidos avaliados por um novo magistrado a partir desta ratificação.

Perguntas frequentes

Por que o juiz foi afastado do caso?
O juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho foi afastado após a divulgação de uma reunião gravada em seu gabinete com herdeiros do Banco Santos sem advogados. O CNJ apurou que o encontro foi intermediado de forma irregular e contou com críticas aos defensores constituídos.
O magistrado continua trabalhando em outros processos?
Sim. O Conselho Nacional de Justiça restringiu o afastamento exclusivamente às ações da falência do Banco Santos. O juiz segue com atuação normal nas demais causas que tramitam na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.
Quem tomou a decisão de afastar o juiz?
O plenário do Conselho Nacional de Justiça aprovou a medida durante a 12ª Sessão Ordinária de 2026. A decisão confirmou uma ordem liminar dada anteriormente pelo ministro Mauro Campbell Marques, corregedor nacional de Justiça.
A decisão sobre o juiz é definitiva?
O CNJ confirmou uma decisão liminar no curso de uma reclamação disciplinar. O material oficial divulgado pelo conselho não detalha se a apuração contra o magistrado já terminou em definitivo nem quais recursos ainda cabem no tribunal.

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