Flávio Bolsonaro defende fim da reeleição em sabatina
Em entrevista na TV Globo, o senador propôs barrar parentes no Planalto e classificou a condenação de Jair Bolsonaro como farsa

O senador Flávio Bolsonaro defendeu a extinção da reeleição para presidente da República durante sabatina transmitida pela TV Globo nesta sexta-feira (16 de outubro). A proposta veda mandatos consecutivos no Palácio do Planalto.
Pela proposta defendida pelo congressista, a proibição de reeleição alcançaria inclusive parentes de mandatários até o terceiro grau. A mudança exige a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Poder Legislativo, que também precisará definir se o mandato presidencial continua em quatro anos ou ganha nova duração.
Defesa do mandato único e impacto político
A vedação da reeleição atingiria futuros ocupantes da presidência e impediria dinastias familiares imediatas no comando do país. O parlamentar afirmou que pretende aplicar a norma já ao mandato seguinte se vencer a disputa eleitoral.
Nada muda de forma imediata na legislação eleitoral. A proposta precisa do apoio de três quintos dos deputados e senadores, em dois turnos de votação em cada casa legislativa, para entrar em vigor.
Declarações sobre decisões judiciais
Flávio Bolsonaro contestou a condenação penal de Jair Bolsonaro a 27 anos de reclusão e afirmou que as invasões às sedes dos três poderes em 8 de janeiro de 2023 não configuraram tentativa de golpe de Estado. O senador disse que não negociou cargos no Executivo com o ex-presidente e evitou detalhar promessas anteriores de concessão de indulto, que representa o perdão judicial de penas.
Essa farsa, a história vai mostrar que foi totalmente armado para tentar tirar Bolsonaro da vida pública
Flávio Bolsonaro, senador e candidato à presidência
O parlamentar declarou que o deputado Eduardo Bolsonaro não ocupará o Ministério das Relações Exteriores em eventual governo. O irmão do candidato reside nos Estados Unidos após condenação na Justiça brasileira pelo crime de coação no curso do processo.
Jornada de trabalho e segurança pública
O senador declarou voto favorável ao fim da escala 6x1 de trabalho, promulgada pelo Senado Federal. Ele sustentou que o modelo legal deve permitir que empregados escolham a própria jornada, mantendo a legislação trabalhista.
No campo penal, o político prometeu classificar as facções Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos narcoterroristas. Ele também defendeu flexibilizar o desarmamento para facilitar o acesso de cidadãos a armas de fogo, embora tenha evitado debater projetos que retiram a marcação obrigatória de munições das forças policiais.
Contas públicas e recursos privados
O parlamentar prometeu cortar mais de R$ 200 bilhões da dívida da União com a alienação de imóveis públicos desocupados. Também projetou obter R$ 100 bilhões com petróleo da margem equatorial e extinguir ao menos 10 ministérios.
Questionado sobre pedidos de verbas privadas, o candidato afirmou não ver irregularidades em ter solicitado aportes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar produções cinematográficas, mesmo após suspeitas de fraudes financeiras virem a público.
Perguntas frequentes
O que prevê a proposta sobre reeleição presidencial?
Qual a posição apresentada sobre a condenação de Jair Bolsonaro?
O que foi dito sobre a escala 6x1 de trabalho?
Quais medidas econômicas foram prometidas pelo candidato?
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