TSE registra queda de 86% em queixas de desinformação
Tribunal confirmou normalidade no primeiro turno de 2026, enfrentou atraso pontual na totalização e mira combate à abstenção na etapa final.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a realização pacífica do primeiro turno das eleições de 2026 no domingo (4 de outubro), apesar de registrar abstenção de 21,07% e falha técnica temporária na transmissão das apurações.
O índice de ausência superou a marca de 33,4 milhões de pessoas e ficou próximo ao registrado em 2022. O tribunal não identificou episódios graves contra o direito de votar, mas confirmou que a presença facultativa puxou os números para baixo: cerca de 50% dos cidadãos acima de 70 anos e 20% dos jovens entre 16 e 17 anos faltaram.
O que muda para o segundo turno
O eleitor que não compareceu às urnas segue com a situação eleitoral preservada para votar no dia 25 de outubro. O TSE trabalha para intensificar campanhas de comparecimento e garantir justificativas rápidas por meio do aplicativo oficial.
Pessoas que não votaram precisam apresentar justificativa à Justiça Eleitoral. No primeiro turno, a plataforma digital recebeu cerca de 4,3 milhões de pedidos de dispensa, além de atender mais de 22 milhões de consultas sobre locais de votação.
Atraso na divulgação e segurança dos dados
A divulgação pública dos votos sofreu lentidão de quase 50 minutos por conta de uma sobrecarga no tráfego de dados do sistema central do TSE. A apuração continuou normalmente nos computadores internos, enquanto técnicos checavam as rotinas de segurança.
Antes da rapidez, prezamos pela segurança. No que é essencial, nosso sistema mostrou-se absolutamente confiável e, como sempre, os resultados estão sendo divulgados de forma transparente, pública e segura
Kassio Nunes Marques, presidente do TSE
O presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, declarou que o atraso não comprometeu a integridade do processo. Segundo o ministro, a equipe do tribunal conteve o problema rapidamente antes de liberar os gráficos para o público.
Queda nas queixas sobre desinformação
As notificações de notícias falsas sobre o sistema eletrônico de votação recuaram 86% na comparação com a eleição presidencial anterior. O Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral recebeu 2.606 queixas em 2026, contra 18.487 anotadas em 2022.
O TSE atribuiu o recuo ao trabalho conjunto com plataformas digitais para a remoção de conteúdos irregulares. Observadores do Parlamento do Mercosul (Parlasul) e da Organização dos Estados Americanos (OEA) acompanharam o pleito e atestaram a normalidade dos procedimentos de auditoria.
Crimes eleitorais e urnas trocadas
O balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública indicou 907 infrações eleitorais em todo o país. O delito mais frequente foi a boca de urna, que é a abordagem proibida de eleitores no dia da votação, com 311 registros formais.
Agentes das polícias estaduais, da Polícia Federal (PF) e da Força Nacional apreenderam cerca de R$ 380 mil em espécie durante a votação de domingo. Entre as urnas eletrônicas instaladas, os tribunais regionais precisaram substituir apenas 1.861 equipamentos com falhas, sem a necessidade de recorrer ao voto em cédula de papel.
Perguntas frequentes
Quem não votou no primeiro turno pode votar no segundo?
Por que a apuração dos votos atrasou no painel do TSE?
Quantas urnas eletrônicas foram substituídas no primeiro turno?
Quais foram os crimes eleitorais mais registrados no domingo?
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