Copa Feminina de 2027 terá juizados nos oito estádios
Regra do Conselho Nacional de Justiça exige plantão judicial e Salas Lilás para proteger torcedores e acolher mulheres vítimas de violência nas arenas.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) começou a alinhar com os tribunais estaduais o esquema de segurança e atendimento rápido que vai funcionar nas oito cidades brasileiras da Copa do Mundo Feminina de 2027.
A medida atinge torcedores, delegações e especialmente mulheres que frequentarem os estádios durante o torneio. Quem sofrer agressão ou cometer delito nas arenas terá atendimento no próprio local. As operações já começaram em eventos de teste e passam a valer de forma contínua durante todo o torneio, marcado para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.
Plantão judicial dentro das arenas esportivas
A Justiça brasileira vai operar com postos físicos instalados nos estádios para resolver brigas e infrações sem necessidade de deslocamento até delegacias distantes. Equipes com juízes e promotores atuarão de forma rápida para processar crimes, fechar acordos imediatos e garantir medidas de proteção urgente antes, durante e depois de cada confronto.
As diretrizes seguem as regras da Resolução CNJ número 662 de 2025, que fixou a atuação coordenada dos Juizados Especiais do Torcedor e dos Grandes Eventos com a Defensoria Pública e as polícias estaduais. As equipes trabalham sob regime de plantão, que mantém juízes e servidores em atividade contínua no local dos jogos para realizar audiências imediatas e analisar pedidos protetivos para crianças, adolescentes e idosos.
Vamos dar um bom exemplo ao mundo, reforçando o acolhimento e os cuidados com a segurança tanto dos torcedores quanto de todos os envolvidos nos certames.
Paulo Regis Botelho, conselheiro do CNJ e coordenador do Grupo de Trabalho Paz nas Arenas
Salas Lilás acolhem mulheres vítimas de agressão
Os oito estádios da Copa contarão com estruturas dedicadas a receber mulheres e grupos vulneráveis vítimas de assédio ou qualquer forma de agressão de gênero. Esses ambientes oferecem suporte psicológico, apoio jurídico e encaminhamento imediato para a rede de proteção social, garantindo atendimento humanizado e sigiloso longe do tumulto das arquibancadas.
O conselheiro do CNJ Paulo Regis Botelho, que coordena o Grupo de Trabalho Paz nas Arenas, avaliou os preparativos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta quarta-feira (7 de outubro de 2026). Em Porto Alegre, os dois principais estádios já possuem esse espaço em funcionamento, com ação prevista para o amistoso entre as seleções de futebol feminino do Brasil e da Argentina no sábado (10 de outubro de 2026).
Cidades brasileiras que recebem os jogos
O torneio reúne seleções em oito capitais das regiões Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Sul do país. A abertura e a disputa final acontecem no Maracanã, no Rio de Janeiro, enquanto arenas em Minas Gerais e Pernambuco concentram etapas decisivas, exigindo dos tribunais regionais padronização rígida de segurança e rapidez no envio das ocorrências.
O estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, sediará oito partidas da competição, e a Arena de Pernambuco receberá sete partidas. A tabela do evento inclui ainda o Estádio Nacional, em Brasília; a Arena Castelão, em Fortaleza; o Beira-Rio, em Porto Alegre; a Arena Fonte Nova, em Salvador; e a Arena Itaquera, em São Paulo.
Perguntas frequentes
Como funciona o Juizado do Torcedor dentro do estádio?
O que são as Salas Lilás instaladas nas arenas?
Quais cidades recebem os jogos da Copa Feminina 2027?
Quando a nova estrutura judicial começa a funcionar?
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