Casa da Mulher Brasileira reúne apoio a vítimas
Rede pública oferece acolhimento policial, jurídico e alojamento de passagem em 13 cidades brasileiras com plantão ininterrupto.

A Casa da Mulher Brasileira reúne atendimento policial, psicológico e jurídico em um único espaço para acolher quem sofre agressões domésticas. O país mantém 13 unidades ativas com portas abertas durante 24 horas por dia, todos os dias da semana.
O que a estrutura oferece em um só lugar
A estrutura concentra profissionais de diferentes áreas para que a pessoa agredida não precise percorrer vários órgãos públicos em busca de socorro. O atendimento começa na triagem, onde a equipe avalia as urgências imediatas e encaminha o caso para os setores internos.
O espaço integra serviços essenciais para processar denúncias e garantir proteção imediata:
- Apoio psicossocial contínuo para reconstrução da autonomia
- Delegacia Especializada para registrar ocorrências e abrir inquéritos policiais
- Varas e Juizados Especializados voltados à aplicação da Lei Maria da Penha
- Atuação direta do Ministério Público na fiscalização das medidas protetivas
- Assistência jurídica gratuita prestada pela Defensoria Pública
- Alojamento de passagem com permanência de até 24 horas para quem corre risco iminente de morte
- Brinquedoteca com monitoria para crianças de 0 a 12 anos enquanto as mães recebem atendimento
O local também mantém central de transportes para deslocar a usuária até postos de saúde, exames periciais no Instituto Médico Legal ou abrigos sigilosos.
O que muda na prática para quem busca ajuda
Antes do modelo integrado, a vítima precisava registrar a ocorrência na delegacia, buscar orientação jurídica em outro bairro e procurar apoio social em um terceiro endereço. A Casa da Mulher Brasileira elimina essa rota fragmentada. Ao entrar no prédio, a mulher tem acesso ao pedido de medida protetiva — ordem judicial expedida para afastar o agressor e garantir distância segura —, orientação sobre benefícios sociais e capacitação para independência financeira.
Cidades com atendimento ativo
As capitais concentram a maior parte dos postos. O atendimento ocorre no Distrito Federal (unidade em Ceilândia), Campo Grande, Salvador, Fortaleza, São Luís, Teresina, Aracaju, Macapá, Boa Vista, Palmas, São Paulo e Curitiba. No interior paraense, o serviço atende no município de Ananindeua. As estruturas seguem as diretrizes federais criadas a partir da Lei nº 11.340/2006, sancionada em 7 de agosto de 2006.
Como acionar socorro à distância
Quem reside fora dos municípios com sede física pode buscar orientação e registrar denúncias pela Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180. O canal atende por chamada telefônica gratuita, mensagem de WhatsApp no número (61) 9610-0180 ou videochamada em Língua Brasileira de Sinais. Em situações de flagrante ou violência física imediata, o socorro de urgência cabe à Polícia Militar pelo telefone 190.
Perguntas frequentes
Quem pode ser atendida na Casa da Mulher Brasileira?
Quanto tempo a vítima pode ficar no alojamento de passagem?
Qual o horário de funcionamento das unidades?
O que fazer se não houver unidade na minha cidade?
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