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08h15
SAT., 15 DE AGO. DE 2026
Família

Bolsa Família dá prioridade a mulher com medida protetiva

Aprovado na CCJ da Câmara, o texto segue para sanção presidencial e mantém a exigência dos critérios habituais de renda do benefício.

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Aprovado na CCJ da Câmara, o texto segue para sanção presidencial e mantém a exigência dos critérios habituais de renda do benefício.
Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · via Wikimedia

Mulheres sob medida protetiva de urgência por violência doméstica terão prioridade na fila de concessão do Bolsa Família. A decisão ocorreu nesta quarta-feira (12 de agosto de 2026) na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.

O que muda na prática

A aprovação garante que mulheres agredidas e amparadas por ordem judicial passem à frente na concessão do benefício assistencial. A regra encurta a espera pelo pagamento para quem precisa romper o ciclo de violência e reconstruir a renda familiar.

O acesso facilitado não dispensa o cumprimento dos critérios econômicos e sociais do programa. A requerente precisa comprovar enquadramento nas regras de renda e composição familiar exigidas de qualquer outro beneficiário cadastrado.

A priorização de famílias de mulheres em situação de violência doméstica é compatível com a proteção à família e à assistência social; a tutela reforçada a grupos vulneráveis; e o dever estatal de enfrentar a violência doméstica.

Laura Carneiro, deputada federal e relatora

Metas de proteção social

O texto do Projeto de Lei 3324/23, originário do Senado Federal, altera os objetivos legais da transferência de renda. A legislação passa a prever o desenvolvimento e a segurança social das mulheres pobres como diretriz central.

A lei em vigor foca a proteção de famílias, crianças, adolescentes e jovens em vulnerabilidade. Com a nova redação, o pagamento mensal atuará em conjunto com os serviços públicos de enfrentamento à violência doméstica.

Tramitação e próximos passos

A proposta recebeu parecer favorável da deputada federal Laura Carneiro, que acolheu o texto com ajustes formais de redação. A análise ocorreu em caráter conclusivo, rito que dispensa votação pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

O texto segue agora para sanção da Presidência da República e entra em vigor após publicação oficial. A votação só voltará aos deputados se houver apresentação de recurso formal assinado por parlamentares.

Perguntas frequentes

Quem tem direito à prioridade?
Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que tenham obtido medidas protetivas de urgência na Justiça. A prioridade não isenta a beneficiária de cumprir todos os critérios regulares de renda e cadastramento do Bolsa Família.
A nova regra já está em vigor?
Não. O texto aprovado na CCJ da Câmara dos Deputados segue para sanção da Presidência da República. A nova prioridade passa a valer apenas após a assinatura presidencial e a publicação da lei no Diário Oficial da União.
Os requisitos de renda mudaram para essas mulheres?
Não. A proposta aprovada na Câmara dos Deputados mantém as mesmas exigências econômicas aplicadas a todos os demais participantes do programa social, alterando apenas a ordem de atendimento na concessão do benefício financeiro.

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