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08h15
SAT., 15 DE AGO. DE 2026
Família

Câmara discute fim de laudo médico na educação especial

Subcomissão analisa proposta que prevê avaliação pedagógica multiprofissional no lugar de diagnóstico clínico para alunos com deficiência.

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Subcomissão analisa proposta que prevê avaliação pedagógica multiprofissional no lugar de diagnóstico clínico para alunos com deficiência.
Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · via Flickr

A Câmara dos Deputados criou uma subcomissão na Comissão de Educação para avaliar o fim da exigência de laudo médico no acesso de estudantes com deficiência ao ensino especializado nas escolas brasileiras.

O que muda para os estudantes

A proposta altera o critério para que a escola acolha alunos que necessitam de adaptação pedagógica. Em vez de condicionar o suporte a um diagnóstico emitido por médico, o atendimento passa a focar na avaliação individual de aprendizado.

O texto original do Projeto de Lei 657/25 retira a obrigação do laudo clínico. No entanto, a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou anteriormente uma versão diferente, que manteve a exigência do documento médico para obrigar a escola a fornecer o serviço. A nova subcomissão quer retomar a dispensa do diagnóstico formal de saúde e adotar uma análise multiprofissional.

A deputada Soraya Santos, relatora do grupo de trabalho, defendeu a mudança em entrevista à Rádio Câmara ao criticar a medicalização precoce no ambiente escolar.

As crianças no Brasil estão sendo laudadas como se fossem doentes. Estão tomando remédio e, muitas vezes, não precisam. Estamos ceifando o desenvolvimento da criança!

Soraya Santos, deputada federal e relatora da subcomissão

Avaliação pedagógica contra laudo clínico

A discussão busca priorizar a resposta imediata da escola às dificuldades da criança em sala de aula, sem a fila de espera por diagnósticos na rede de saúde. A relatora apontou que os avanços científicos dos últimos 20 anos comprovam a capacidade de desenvolvimento desses estudantes fora de um modelo restrito a laudos.

O colegiado vai convocar especialistas e representantes do Ministério da Educação para debater formatos pedagógicos inclusivos antes da redação final do relatório.

O que falta para virar lei

Nada muda por enquanto: o projeto ainda precisa passar por votação na Comissão de Educação. Em seguida, o texto segue para deliberação conclusiva na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se aprovada na Câmara, a matéria precisa ser votada pelo Senado Federal antes de seguir para sanção e começar a valer nas redes pública e privada de ensino.

Perguntas frequentes

O que prevê o PL 657/25?
O Projeto de Lei 657/25 propõe dispensar o laudo médico para que alunos com deficiência tenham acesso ao atendimento pedagógico especializado. A intenção é assegurar suporte escolar com base em avaliações pedagógicas e multiprofissionais, sem condicionar o direito a um diagnóstico clínico formal.
A dispensa do laudo já está valendo nas escolas?
Não. A proposta continua em tramitação na Câmara dos Deputados. O texto ainda passará pela Comissão de Educação e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, além de depender de aprovação no Senado Federal para ter força de lei.
Quem define o atendimento pedagógico hoje?
O material não descreve as rotinas internas de cada rede de ensino. Apenas registra que a versão aprovada na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência exige a apresentação de laudo que ateste a deficiência para garantir o ensino especial.

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