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PLANTÃO

Golpe do processo cobra taxa para liberar crédito no TJRO

13h30
FRI., 14 DE AGO. DE 2026
Processo

Golpe do processo cobra taxa para liberar crédito no TJRO

Criminosos falsificaram assinatura de servidora aposentada e se passaram por advogada para exigir R$ 500 de moradora em Guajará-Mirim.

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Criminosos falsificaram assinatura de servidora aposentada e se passaram por advogada para exigir R$ 500 de moradora em Guajará-Mirim.
Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · via Flickr

Criminosos usam dados de ações reais e documentos adulterados para cobrar taxas indevidas de pessoas com valores a receber na Justiça. O alerta público partiu da Corregedoria Geral da Justiça de Rondônia (CGJ-RO) após uma tentativa de estelionato digital registrada na Comarca de Guajará-Mirim.

O caso ocorreu nos dias 28 e 29 de julho. Uma moradora recebeu ligações de uma pessoa que fingia ser sua advogada, afirmando que havia dinheiro disponível para saque imediato em uma ação judicial.

Como funcionou a fraude

Golpistas solicitaram inicialmente os dados bancários da vítima e cobraram R$ 500 como condição obrigatória para liberar o suposto saldo judicial. Para enganar a moradora, enviaram uma folha com o número verdadeiro da ação e detalhes do processo.

Acreditando que falava com sua defensora, a mulher enviou fotografias de seus cartões de banco. Ela só não transferiu a quantia exigida porque sua filha interveio e recomendou procurar atendimento oficial antes de fazer qualquer depósito.

A equipe da Central de Atendimento ao Cidadão (CAC) de Guajará-Mirim analisou o arquivo apresentado pela vítima e constatou sinais evidentes de adulteração. O documento exibia a assinatura eletrônica falsificada de uma servidora pública que já estava aposentada há anos. Diante da constatação da fraude, os servidores orientaram a cidadã a bloquear repasses financeiros.

O que o tribunal nunca cobra

O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) esclarece que não exige depósitos, taxas prévias, transferências bancárias ou pagamentos via Pix para entregar valores decorrentes de decisões judiciais.

O órgão reforça que partes de processos não devem fornecer dados de cartões, senhas pessoais ou códigos de segurança recebidos por telefone ou aplicativos de mensagens. Qualquer exigência financeira como condição para liberar pagamentos de precatórios ou indenizações configura indício direto de crime.

Como checar informações e denunciar

Quem tiver processos em andamento ou receber notificações com pedidos de dinheiro deve buscar os canais oficiais do Poder Judiciário de Rondônia. A CAC funciona diretamente nos fóruns do estado e atende a população para tirar dúvidas e checar o andamento de ações judiciais.

Perguntas frequentes

A Justiça cobra taxa para liberar dinheiro de processo?
O Tribunal de Justiça de Rondônia não cobra nenhuma taxa, depósito ou transferência prévia para liberar quantias obtidas em processos judiciais. Exigências financeiras para liberar pagamentos de sentenças indicam tentativa de golpe.
O que fazer ao receber mensagem pedindo dinheiro para liberar saldo judicial?
O cidadão não deve transferir valores, nem enviar fotos de cartões ou senhas. A recomendação da Corregedoria Geral da Justiça de Rondônia é interromper o contato e buscar a Central de Atendimento ao Cidadão do tribunal para validar as informações.
Como os golpistas tentaram enganar a vítima em Rondônia?
Os criminosos se passaram pela advogada da vítima e apresentaram documentos falsificados com dados do processo e a assinatura de uma servidora já aposentada, exigindo R$ 500 para a liberação de um crédito inexistente.

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