Senado aprova prioridade de verba para patrimônio imaterial
Texto aprovado na Comissão de Educação beneficia expressões com registro no Iphan por meio de cotas, editais exclusivos e bônus de pontuação.

Projetos culturais dedicados a saberes tradicionais deram um passo para obter preferência em repasses públicos federais. A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (12 de agosto de 2026) o substitutivo ao PL 3.061/2024, que concede prioridade a essas iniciativas em seleções oficiais.
O que muda na distribuição de recursos culturais
Manifestações culturais registradas ganham regras diferenciadas em editais públicos de fomento. O texto permite criar linhas exclusivas de financiamento, reservar cotas, aplicar bônus de pontuação e simplificar as etapas de prestação de contas dos projetos contemplados.
A regra insere a prioridade na lei do Sistema Nacional de Cultura. O objetivo é assegurar verba para práticas que carregam a identidade e a história de grupos da sociedade, evitando que saberes tradicionais fiquem sem apoio financeiro diante de disputas com grandes produções.
Quais grupos recebem a preferência nos editais
A preferência alcança apenas atividades que tenham processo de registro federal no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O benefício atende tanto manifestações com registro já homologado quanto aquelas com processo técnico em andamento.
Ficam de fora da prioridade as expressões culturais reconhecidas somente por declaração em lei comum. Segundo o relator da matéria, senador Camilo Santana, o processo perante o Iphan exige pesquisas aprofundadas e documentação técnica, critério que não ocorre nas declarações parlamentares convencionais.
Mudança poupa regras da Lei Rouanet
O texto aprovado limitou o alcance da proposta original apresentada pelo senador Rogério Carvalho. O projeto inicial pretendia alterar a Lei Rouanet e o Marco Regulatório do Fomento à Cultura para impor a mesma reserva de verba.
Após negociações com o Ministério da Cultura e o Iphan, o relator concentrou o texto apenas no sistema cultural nacional. O relatório manteve intactas as normas gerais de fomento e das leis de incentivo já em vigor no país.
Como fica a tramitação do projeto
A proposta passou em primeiro turno na CE e ainda não vale como lei. O colegiado precisa realizar uma votação em turno suplementar para confirmar o texto antes de enviá-lo às próximas etapas do Congresso Nacional.
Caso receba aprovação final e vire norma jurídica, a regra entra em vigor na data da publicação oficial.
Perguntas frequentes
O que é patrimônio cultural imaterial?
Quem tem direito à prioridade nos editais?
A Lei Rouanet foi alterada pela proposta?
A regra já está em vigor?
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