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PF prende suspeito de golpe financeiro milionário

21h00
SAT., 15 DE AGO. DE 2026
Processo

Projeto quer reservar vagas para mulheres no Legislativo

Iniciativa popular apoiada pelo STM busca 1,7 milhão de assinaturas para garantir cotas diretas de cadeiras parlamentares e vagas para mulheres negras.

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Iniciativa popular apoiada pelo STM busca 1,7 milhão de assinaturas para garantir cotas diretas de cadeiras parlamentares e vagas para mulheres negras.
Foto: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil · CC BY 2.0 · via Wikimedia Commons

O movimento Mais Mulheres na Política lançou uma campanha nacional para recolher 1,7 milhão de assinaturas e apresentar um projeto de iniciativa popular que garanta cadeiras fixas para mulheres nas casas legislativas brasileiras.

A proposta teve lançamento na Faculdade de Direito da USP. O objetivo central é substituir a atual regra eleitoral, focada apenas em candidaturas, por uma reserva efetiva de mandatos nos órgãos representativos.

Como funciona a proposta de reserva de cadeiras

O texto reserva postos de votação diretamente para mulheres nos parlamentos, destinando 50% dessas cotas a mulheres negras. A regra atual estabelece apenas um piso de 30% de candidaturas por gênero, o que não garantiu a eleição proporcional de bancadas femininas no país.

Dados apresentados pelos autores do projeto mostram que a população feminina soma 51,5% dos brasileiros, mas ocupa cerca de 17% dos mandatos eletivos em atividade. A proposta quer equiparar a representação real da sociedade dentro das assembleias e câmaras municipais.

Uma democracia sem mulheres é uma democracia incompleta

Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar

Quantas assinaturas o projeto precisa reunir

Para ingressar na pauta do Congresso Nacional, a proposta precisa de assinaturas de 1% dos eleitores brasileiros, distribuídos por ao menos cinco estados da federação. Isso exige a adesão individual de cerca de 1,7 milhão de cidadãos com título eleitoral regular.

A coleta de apoios ocorre pela internet em plataforma criada pela Diretoria de Tecnologia da Informação do Superior Tribunal Militar (STM), órgão presidido pela ministra Maria Elizabeth Rocha. O endereço do sistema é maismulheresnapolitica.stm.jus.br.

O que motivou a iniciativa popular

Pesquisas acadêmicas indicam que as mulheres enfrentam barreiras severas de financiamento partidário e dificuldade de reeleição. A procuradora de Justiça Vera Lúcia Taberti apontou em estudos que a ampla maioria das candidatas não recebe estrutura das legendas partidárias para viabilizar as campanhas.

A mobilização reúne organizações civis e órgãos jurídicos, entre eles o Ministério Público de São Paulo, a Rede Feminista de Juristas e a Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP). Nada muda na legislação eleitoral de imediato, já que o texto depende da coleta das assinaturas para virar um projeto em tramitação.

Perguntas frequentes

O projeto já está valendo?
Não. A proposta ainda não entrou em vigor porque precisa recolher 1,7 milhão de assinaturas de eleitores antes de ser apresentada e votada pelo Congresso Nacional.
Quem pode assinar a iniciativa popular?
Qualquer eleitor brasileiro com título regular pode registrar apoio eletrônico na página oficial do Superior Tribunal Militar (STM), no endereço maismulheresnapolitica.stm.jus.br.
O que a proposta muda nas eleições?
O texto troca a exigência de 30% de candidaturas pela reserva obrigatória de vagas no Legislativo para mulheres, com metade dessas cadeiras destinadas a mulheres negras.
Quantos votos o projeto precisa para chegar à Câmara?
A Constituição exige o apoio de 1% do eleitorado do país, o que representa cerca de 1,7 milhão de assinaturas recolhidas em pelo menos cinco estados.

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