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14h55
SUN., 16 DE AGO. DE 2026
Processo

Reintegração de posse na zona leste de SP é suspensa

Órgãos do Judiciário e governos federal e municipal estudam saídas de regularização fundiária para evitar o despejo de cerca de 800 famílias.

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Órgãos do Judiciário e governos federal e municipal estudam saídas de regularização fundiária para evitar o despejo de cerca de 800 famílias.
Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · via Flickr

A 1ª Vara Cível do Foro Regional da Penha suspendeu o processo de reintegração de posse contra cerca de 800 famílias na zona leste da capital paulista para permitir uma negociação entre governos e Judiciário.

O que muda para as famílias na prática

Na prática, a ordem de despejo não será cumprida enquanto as instituições mantiverem as negociações ativas. Os moradores permanecem na área sem risco imediato de remoção forçada, enquanto equipes técnicas analisam caminhos jurídicos e urbanísticos para resolver o conflito sem violência.

A suspensão vale por tempo indeterminado, até a conclusão formal das rodadas de diálogo. O processo número 1008283-45.2021.8.26.0006 aguarda o resultado dessa mediação para ter novos andamentos judiciais.

Entenda a proposta de regularização fundiária

A principal alternativa colocada na mesa é a viabilidade de estudos para regularização fundiária, que consiste em legalizar a permanência dos moradores por meio de títulos de posse e melhorias urbanas. Esse trabalho depende de cooperação técnica e financeira entre a União e o município.

Representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e das esferas municipal e federal se reuniram na quinta-feira (6 de agosto de 2026) na sede da Procuradoria-Geral do Município de São Paulo (PGM-SP) para formalizar essa aproximação.

Quem participa da mesa de negociação

A condução do caso envolve diferentes autoridades do sistema de Justiça e da administração pública. Pelo CNJ, atuam o conselheiro Ilan Presser, coordenador da Comissão Nacional de Soluções Fundiárias (CNSF), e o juiz auxiliar da Presidência José Gomes Filho.

No Judiciário estadual, participam a corregedora-geral da Justiça de São Paulo, desembargadora Silvia Rocha, a juíza assessora Carolina Martins Clemencio Duprat Cardoso e o juiz José Luiz de Jesus Vieira, responsável pela 1ª Vara Cível da Penha.

Pelo Poder Executivo, integram os debates a coordenadora-geral do Ministério das Cidades, Cláudia Regina Mendes de Ávila; o secretário adjunto da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), Rafael Barreto Castelo; o procurador-chefe da Sehab, José Antonio Apparecido; a procuradora-geral do município, Luciana Sant’Ana Nardi; o procurador-geral adjunto, Vinicius Gomes; e a procuradora Luciana Barros, do Departamento de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio.

Situação atual do processo na Justiça

O litígio fundiário na zona leste já passou por três reuniões na Comissão Regional de Soluções Fundiárias do TJSP nos últimos anos. O colegiado busca saídas que reduzam os impactos sociais de desocupações coletivas.

O processo judicial continuará paralisado até que os governos apresentem conclusões sobre a possibilidade de titular as famílias ou reassentá-las de maneira definitiva.

Perguntas frequentes

O que acontece com as famílias durante a suspensão?
As cerca de 800 famílias continuam no imóvel sem risco de cumprimento imediato do mandado de reintegração de posse. A 1ª Vara Cível do Foro Regional da Penha determinou que o processo fique paralisado enquanto durarem as reuniões entre Judiciário, Prefeitura e Governo Federal.
A reintegração de posse foi cancelada em definitivo?
Não. A ação de reintegração de posse está apenas suspensa temporariamente. O processo voltará a tramitar na Justiça caso o Conselho Nacional de Justiça, a Prefeitura de São Paulo e a União não encontrem um acordo definitivo de regularização fundiária para a área.
Qual é a saída debatida para a ocupação?
A principal proposta debatida na Procuradoria-Geral do Município de São Paulo é a elaboração de estudos de regularização fundiária conjunta entre o município e a União, permitindo transformar a ocupação informal em área legalizada com infraestrutura urbana.
Quais órgãos participam das tratativas do acordo?
As tratativas reúnem representantes do Conselho Nacional de Justiça, do Tribunal de Justiça de São Paulo, do Ministério das Cidades, da Secretaria Municipal de Habitação e da Procuradoria-Geral do Município de São Paulo.

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