Pular para o conteúdo
Assine o boletim Publique seu artigo Anuncie 16/08/2026Entrar
PLANTÃO

Caixa paga Abono Salarial para nascidos em novembro e dezembro

14h55
SUN., 16 DE AGO. DE 2026
Processo

TSE amplia ações contra violência política de gênero

Justiça Eleitoral reforça canais de denúncia para proteger candidatas e eleitoras no marco dos 20 anos da Lei Maria da Penha.

Por
𝕏 f
Justiça Eleitoral reforça canais de denúncia para proteger candidatas e eleitoras no marco dos 20 anos da Lei Maria da Penha.
Foto: O Tribunal da Democracia · Public domain · via Wikimedia Commons

O Tribunal Superior Eleitoral intensificou a estrutura de acolhimento e investigação de ataques contra mulheres na política. A medida foca a proteção de candidatas e eleitoras contra assédio, ameaças e discriminação de gênero.

As ações ocorrem na campanha Agosto Lilás e marcam os 20 anos da Lei Maria da Penha, transportando o modelo de segurança pessoal para a disputa eleitoral e o exercício do voto.

O que diz a lei sobre violência política

O Código Eleitoral pune a violência política de gênero desde a inclusão do artigo 326-B. A norma considera crime qualquer conduta voltada a assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar mulher candidata ou detentora de mandato com base em sexo, cor, raça ou etnia.

O amparo atinge dois grupos distintos no processo democrático:

  • Candidatas a cargos eletivos e políticas em exercício de mandato;
  • Eleitoras impedidas ou constrangidas no momento de votar ou participar de debates públicos.

A proteção jurídica combate a exclusão das mulheres dos espaços de poder. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o país somou 1.571 casos de feminicídio em 2025, avanço de 4% em relação ao levantamento do ano anterior.

Como funcionam as denúncias na Ouvidoria

A Ouvidoria da Mulher centraliza os registros de violência política e discriminação no tribunal superior. O setor garante o sigilo das informações e despacha os casos diretamente para os juízes responsáveis nas zonas eleitorais.

A unidade também atua na Sala de Situação sobre violência política de gênero e raça, criada pela Organização das Nações Unidas para monitorar ataques na internet contra candidatas de minorias étnicas.

Canais para registrar queixas

Mulheres que sofrerem abusos durante o período eleitoral contam com atendimento pelo formulário online no site do tribunal, além dos telefones 0800 648 0005 e (61) 3030-8700, que atendem de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h.

O atendimento presencial funciona em Brasília, na sede do tribunal superior, localizada no Setor de Administração Federal Sul.

Perguntas frequentes

Quem pode registrar queixa na Ouvidoria da Mulher?
Qualquer mulher que dispute cargo político, exerça mandato eletivo ou enfrente discriminação e constrangimento para votar pode denunciar agressões na Ouvidoria da Mulher do Tribunal Superior Eleitoral.
O que caracteriza crime de violência política de gênero?
O Código Eleitoral define como crime qualquer ato de assédio, humilhação, perseguição ou ameaça contra candidatas ou eleitas que use o menosprezo ao gênero, raça ou etnia para impedir seus direitos políticos.
As denúncias de violência eleitoral são sigilosas?
Sim. A Ouvidoria da Mulher do Tribunal Superior Eleitoral processa todas as informações sob sigilo processual antes de encaminhar os autos para os juizados das zonas eleitorais competentes.

Leia também