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Registro de candidatura termina neste sábado

08h15
SAT., 15 DE AGO. DE 2026
Processo

TSE detalha auditoria e segurança da urna eletrônica

Totalização dos votos ocorre de forma pública e descentralizada com 40 etapas de auditoria nas eleições.

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Totalização dos votos ocorre de forma pública e descentralizada com 40 etapas de auditoria nas eleições.
Foto: O Tribunal da Democracia · Public domain · via Wikimedia Commons

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) detalhou a estrutura técnica de segurança das urnas eletrônicas para as eleições de 2026. A apuração dos votos não depende de contagem centralizada secreta, mas nasce direto na seção eleitoral.

A Justiça Eleitoral utiliza a biometria para autorizar a votação de cada cidadão. Se a leitora biométrica falhar por motivo físico comprovado, o mesário pode liberar o voto com a própria digital, gerando um registro permanente no sistema. O equipamento não possui conexão com a internet ou redes de dados.

Como funciona a apuração na seção eleitoral

A contagem dos votos ocorre imediatamente ao final da votação, dentro da própria urna, sem intermediários. Às 17h, o equipamento encerra o recebimento de votos e imprime no mínimo cinco vias do boletim de urna, que traz o extrato completo daquela seção.

Uma das vias impressas fica fixada na porta da sala para consulta pública. Qualquer pessoa pode ler os QR Codes do papel com a câmera do celular para conferir os números antes do envio ao sistema central.

A urna eletrônica brasileira é um projeto de engenharia que foi desenvolvido pelos brasileiros, para os brasileiros, com as características necessárias para a sociedade brasileira. Nesses 30 anos, nunca surgiu nenhuma evidência de fraude no processo eleitoral

Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE

Transmissão e checagem dos dados

Os dados gravados em um dispositivo de memória saem da urna e seguem por canal criptografado exclusivo até os computadores centrais. O sistema confere se o arquivo veio exatamente da máquina designada para aquela seção antes de somar os números ao painel geral.

O secretário de Tecnologia da Informação, Júlio Valente, afirmou que o modelo adotado desde 1996 oferece 40 oportunidades formais de fiscalização e auditoria independente por partidos e entidades.

Regras para contestação e recontagem

Partidos e candidatos podem pedir auditoria ou recontagem dos votos à Justiça Eleitoral. O pedido precisa conter indícios concretos de irregularidades para que os juízes autorizem a abertura dos dados lacrados.

O modelo em papel foi abandonado após problemas no teste de 2002 e decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou o voto impresso inconstitucional. Todo o acervo digital e as urnas físicas permanecem lacrados após o pleito para eventuais perícias.

Perguntas frequentes

Como o eleitor pode fiscalizar o resultado da sua seção?
O eleitor pode conferir o boletim de urna impresso na porta da seção eleitoral às 17h. O documento traz QR Codes que podem ser lidos pelo celular para comparar a contagem local com o total divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A urna eletrônica se conecta à internet?
A urna eletrônica não possui conexão com a internet nem com redes de dados. Os arquivos saem do aparelho em dispositivo de memória próprio e a transmissão ao Tribunal Superior Eleitoral ocorre por conexão criptografada isolada.
É possível pedir a recontagem dos votos de uma eleição?
Sim. Candidatos e partidos podem pedir a recontagem formalmente aos tribunais eleitorais, desde que apresentem evidências de falhas. As urnas e os arquivos digitais permanecem lacrados e guardados para viabilizar eventuais auditorias.

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