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PLANTÃO

PM é preso suspeito de matar esposa em Embu das Artes

17h59
TUE., 8 DE SET. DE 2026
Criminal

PM é preso suspeito de matar esposa em Embu das Artes

Soldado alegou que achou a mulher sem vida ao acordar, mas Polícia Civil apontou divergências e Justiça decretou detenção temporária.

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Soldado alegou que achou a mulher sem vida ao acordar, mas Polícia Civil apontou divergências e Justiça decretou detenção temporária.
Foto: Arte/Agência Brasil

A Polícia Civil do Estado de São Paulo prendeu o soldado Vinícius Costa Silva na tarde desta segunda-feira (7 de setembro de 2026). Ele responde pela suspeita de feminicídio contra a própria companheira, Larissa Cruz Morata, encontrada morta no banheiro do imóvel onde os dois viviam, em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

A vítima tinha 29 anos e sofreu uma perfuração provocada por tiro na cabeça. O próprio soldado telefonou para o batalhão da corporação para relatar o caso. Ele alegou aos colegas de farda que despertou do sono e se deparou com a mulher caída, já sem sinais vitais. A versão, contudo, não convenceu as equipes responsáveis pelas primeiras diligências no imóvel.

O que muda na prática para o acusado

O militar perde a liberdade imediata por ordem judicial e responderá detido às etapas iniciais da investigação criminal. Ele foi alvo de uma prisão temporária, que significa a detenção autorizada por prazo determinado para que a polícia reúna provas sem interferência do suspeito.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) sustentou que o pedido de recolhimento atende a divergências identificadas logo nos primeiros levantamentos periciais no endereço. A análise do local da morte e os relatos iniciais motivaram a solicitação imediata da medida restritiva ao Judiciário paulista.

O caso é investigado como morte suspeita pela Delegacia de Embu das Artes. As diligências prosseguem para esclarecer todos os fatos.

Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo, nota oficial

Destino em carceragem especial da corporação

A custódia do soldado começou por meio de agentes da Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), responsável pela condução administrativa do servidor público. Ele permanece sob supervisão da corregedoria interna antes de seguir para a unidade penitenciária destinada à tropa militar.

O destino fixado para o investigado é o Presídio Militar Romão Gomes (PMRG), localizado na capital paulista. A legislação processual penal assegura cela separada a agentes das forças de segurança até eventual trânsito em julgado de sentença condenatória, evitando contato com detentos comuns do sistema prisional comum.

Próximos passos do inquérito policial

As apurações continuam formalmente a cargo da Delegacia de Embu das Artes. Os investigadores buscam confirmar se o disparo partiu da arma particular do agente ou do revólver fornecido pelo Estado para o serviço diário nas ruas.

A polícia técnica precisa confrontar o depoimento do suspeito com os laudos balísticos, a posição do corpo e a trajetória do projétil que vitimou Larissa. O soldado segue preso por tempo pré-fixado pela ordem judicial em vigor.

Perguntas frequentes

Quem foi preso na investigação de Embu das Artes?
A Polícia Civil de São Paulo prendeu o soldado militar Vinícius Costa Silva. Ele é suspeito de atirar contra a esposa, Larissa Cruz Morata, no banheiro da casa do casal.
Qual alegação o suspeito apresentou aos policiais?
O soldado afirmou à Polícia Militar que encontrou a esposa morta no banheiro assim que acordou. Contudo, os elementos recolhidos pelos peritos contradisseram as afirmações iniciais dele.
Para onde o militar será transferido?
Após apresentação na Corregedoria da PM, o acusado segue para o Presídio Militar Romão Gomes, localizado na zona norte de São Paulo, carceragem exclusiva para policiais militares.
O militar já foi condenado pela morte?
Não. Trata-se de prisão temporária expedida pela Justiça paulista durante a fase de inquérito criminal. A Delegacia de Embu das Artes ainda investiga as circunstâncias da morte da vítima.

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