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PLANTÃO

Acordo reforça segurança no Rio contra o crime organizado

06h56
FRI., 4 DE SET. DE 2026
Criminal

Acordo reforça segurança no Rio contra o crime organizado

Plano prevê cerco eletrônico em vias expressas, bloqueio financeiro de facções e isolamento de lideranças em presídios federais.

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Plano prevê cerco eletrônico em vias expressas, bloqueio financeiro de facções e isolamento de lideranças em presídios federais.
Foto: Rádio MEC

Dois acordos entre o governo fluminense e a União colocam forças federais nas ruas e rodovias do Rio de Janeiro para combater facções armadas e sufocar o dinheiro do crime organizado.

Os documentos foram assinados na quinta-feira, 3 de setembro, pelo governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

Vias expressas ganham monitoramento eletrônico

O plano atinge em cheio a circulação de criminosos nos principais eixos viários da capital fluminense. A nova operação mira a proteção da Avenida Brasil, da Linha Vermelha, da Linha Amarela e dos acessos ao Porto do Rio de Janeiro e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Para proteger esses corredores, a estratégia implementa o cercamento eletrônico, sistema que usa câmeras com leitura automática de placas, centros integrados de controle e drones. O objetivo central é derrubar os índices de roubo de cargas e de veículos, além de colher provas para investigações policiais.

Asfixia financeira e isolamento em presídios

A força-tarefa ataca o caixa das quadrilhas antes do confronto armado. Para congelar e confiscar os bens das facções, o plano reúne o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Receita Federal, o Banco Central e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Em outra ponta, o acordo unifica procedimentos do sistema penitenciário estadual com os presídios federais. As diretorias prisionais vão adotar regras rígidas para isolar chefes de quadrilhas e impedir ordens para as ruas.

Essa é uma cooperação federativa no sentido pleno: o estado define suas prioridades territoriais, e a União coloca à disposição suas capacidades operacionais, de inteligência e de investigação patrimonial.

Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública

Quem participa das operações

O apoio operacional federal mobiliza tropas da Força Nacional de Segurança Pública, agentes da Polícia Federal (PF) e equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A custódia especializada fica a cargo da Polícia Penal Federal.

A distribuição do efetivo atende ao mapa de prioridades montado pelo governo estadual. Não há previsão de término para as operações conjuntas nas áreas ocupadas.

Perguntas frequentes

Quais vias do Rio recebem reforço de segurança?
O monitoramento especial cobre a Avenida Brasil, a Linha Vermelha e a Linha Amarela, além dos acessos terrestres ao Porto do Rio de Janeiro e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. As forças de segurança usarão drones e leitores automáticos de placas para conter roubos de veículos e cargas.
Como o acordo pretende atingir o caixa das facções?
O Ministério da Justiça e Segurança Pública coordena ações diretas com a Receita Federal, o Banco Central e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras para identificar contas bancárias suspeitas, barrar a lavagem de dinheiro e apreender bens adquiridos pelo crime organizado no estado.
O que muda para os chefes de facções já presos?
A parceria integra os sistemas prisionais estadual e federal para cortar qualquer canal de comunicação entre presidiários e comparsas nas ruas. Os detentos considerados de alta periculosidade serão submetidos a protocolos rígidos de isolamento penitenciário sob supervisão federal.
A partir de quando o plano começa a funcionar?
A cooperação passou a valer imediatamente após a assinatura dos documentos, em 3 de setembro de 2026. A atuação das tropas e dos órgãos de inteligência ocorre de forma contínua, sem data definida para o encerramento das operações conjuntas no Rio de Janeiro.

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