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PLANTÃO

STF pode proibir policiais e militares em gabinetes

18h51
MON., 7 DE SET. DE 2026
Processo

Zanin aciona TRE-PR após Dallagnol expor dados fiscais

Ministro do Supremo pede apuração penal sobre documentos anexados pela defesa do candidato ao Senado em processo eleitoral.

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Ministro do Supremo pede apuração penal sobre documentos anexados pela defesa do candidato ao Senado em processo eleitoral.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu a responsabilização criminal dos envolvidos na divulgação de seus dados bancários e fiscais em ação eleitoral que tramita no Paraná.

A documentação sigilosa apareceu em processo público de registro de candidatura ao Senado do ex-procurador Deltan Dallagnol, filiado ao partido Novo. A defesa do candidato juntou as peças financeiras para rebater um pedido de impugnação contra a sua chapa.

O caso não altera regras eleitorais de forma geral, mas expõe disputa sobre os limites do segredo de justiça em contestações de candidaturas. Apenas os envolvidos diretos no processo sofrem as consequências imediatas da medida tomada pela Justiça Eleitoral.

O pedido enviado à Justiça Eleitoral

Zanin enviou ofício formal neste sábado (5 de setembro de 2026) ao desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). O ministro exige apuração rigorosa sobre o vazamento das contas pessoais dele e de sua esposa, a advogada Valeska Teixeira Zanin Martins.

Além do tribunal regional, Zanin acionou diretamente as presidências do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para comunicar o fato. O documento solicita a punição dos responsáveis inclusive na esfera penal.

A defesa do candidato jamais teve a intenção de expor dados do então advogado, mas sim de exercer com plenitude o direito político de candidatura, demonstrando cabalmente sua elegibilidade

Defesa de Deltan Dallagnol

A origem dos dados financeiros

As informações bancárias e tributárias remontam ao ano de 2019. Na época, Dallagnol chefiava a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, enquanto Zanin atuava na defesa do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A quebra dessas contas foi autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, da Justiça Federal no Rio de Janeiro, no contexto de investigações sobre verbas do Sistema S. Mais tarde, a própria Justiça Federal anulou as decisões por ausência de provas contra o casal.

Segundo a defesa de Dallagnol, as informações constavam em procedimentos disciplinares abertos por Zanin no Conselho Nacional do Ministério Público. Esses processos internos já foram arquivados sem sanções. Os advogados sustentam que precisavam comprovar a inviabilidade dessas queixas antigas para afastar riscos à elegibilidade do candidato.

Medida urgente restabelece segredo nos autos

Logo após a divulgação pública do caso, a relatora da ação de registro no tribunal paranaense, desembargadora Vanessa Jamus Marchi, determinou que o processo voltasse a tramitar em segredo de justiça.

A decisão da magistrada impede que terceiros consultem as planilhas financeiras e extratos bancários de Zanin que estavam disponíveis na consulta processual. Os pedidos de abertura de inquérito e de punição criminal apresentados pelo ministro ainda aguardam despacho das autoridades judiciais competentes.

Perguntas frequentes

O que aconteceu com os dados do ministro Zanin?
Documentos fiscais e bancários de Cristiano Zanin e de sua esposa foram anexados pela defesa de Deltan Dallagnol em um processo eleitoral público no TRE-PR, tornando as informações financeiras acessíveis a terceiros.
Qual foi a resposta da Justiça Eleitoral?
A relatora do registro de candidatura no TRE-PR, desembargadora Vanessa Jamus Marchi, impôs novo sigilo sobre os documentos e bloqueou o acesso público aos autos logo após a repercussão do caso.
Deltan Dallagnol foi punido pelo vazamento?
O material não informa sobre punições aplicadas até o momento. O ministro Cristiano Zanin solicitou a responsabilização criminal dos envolvidos ao TRE-PR, mas o tribunal ainda não julgou o pedido.

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