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PLANTÃO

CNJ reúne pesquisas sobre direitos políticos no Judiciário

12h00
WED., 19 DE AGO. DE 2026
Processo

CNJ reúne pesquisas sobre direitos políticos no Judiciário

Encontro online discute voto de pessoas com autismo, presos provisórios e presença feminina na comunicação da Justiça Eleitoral.

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Encontro online discute voto de pessoas com autismo, presos provisórios e presença feminina na comunicação da Justiça Eleitoral.
Foto: O Tribunal da Democracia · Domínio público 1.0 · via Flickr

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresenta nesta quinta-feira (20 de agosto de 2026) estudos acadêmicos voltados ao exercício do voto e à participação eleitoral no Brasil. O evento ocorre das 17h às 19h.

Pesquisas selecionadas abordam inclusão e cidadania

O encontro reúne três pesquisas aprovadas na Chamada Pública CNJ nº 1/2025, organizada pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ). O objetivo é levar diagnósticos técnicos para orientar a gestão e os julgamentos dos tribunais.

O primeiro trabalho analisa a invisibilidade de pessoas com transtorno do espectro autista no cadastro eleitoral, produzido por Erick Oliveira Chaquian, pesquisador e servidor do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO). A análise investiga as barreiras no momento do alistamento e da emissão do título de eleitor.

O segundo estudo trata da participação eleitoral de pessoas privadas de liberdade, assinado por Guilherme Aires Loureiro, servidor do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO). O levantamento foca a rotina de votação de presos provisórios e adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação no estado.

A terceira pesquisa aborda a linguagem inclusiva e a presença feminina nas redes sociais da Justiça Eleitoral. O estudo tem autoria conjunta de Sílvia Helena Dias dos Santos, pesquisadora e servidora do TRE-TO, e de Cynthia Mara Miranda, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Debate técnico sobre aplicação prática

Após a exposição dos autores, especialistas analisam o impacto dos dados nas políticas do Judiciário. Participam do debate a professora de Direito Eleitoral Marilda Silveira e a pesquisadora Violeta Sarti Caldeira, doutora em Sociologia Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenadora na Universidade Positivo.

O evento busca usar o conceito de pesquisa empírica, que investiga dados reais e práticas concretas dos órgãos públicos, para embasar resoluções administrativas e atos normativos da Justiça.

O que muda na prática

Nada muda de forma imediata para o eleitor. O seminário tem caráter consultivo e acadêmico, sem votação de novas regras legais ou resoluções com força de lei nesta etapa. O encontro serve como base teórica e estatística para que conselheiros e magistrados elaborem medidas institucionais no futuro.

A transmissão é aberta ao público em tempo real por meio da plataforma Cisco Webex e pelo canal oficial do CNJ no YouTube.

Perguntas frequentes

O que foi decidido no seminário do CNJ?
O Conselho Nacional de Justiça não votou novas normas. O evento é um seminário acadêmico que debateu três pesquisas sobre direitos políticos, voto de minorias e comunicação institucional para subsidiar futuras decisões administrativas do Judiciário.
O seminário altera as regras das próximas eleições?
Não. As apresentações e debates têm caráter de diagnóstico científico. Eventuais mudanças em regras de votação ou cadastros eleitorais dependem de resoluções formais da Justiça Eleitoral ou de alterações legislativas pelo Congresso Nacional.
Como assistir às apresentações do evento?
A transmissão do seminário ocorre ao vivo pelo canal oficial do Conselho Nacional de Justiça no YouTube e pela plataforma Cisco Webex, com acesso liberado a pesquisadores, operadores do direito e cidadãos em geral.
Quais temas foram apresentados pelos pesquisadores?
Os três trabalhos selecionados pelo CNJ abordam o cadastro eleitoral de pessoas com autismo, o voto de presos provisórios e adolescentes internados no Tocantins, e a linguagem não sexista nas redes da Justiça Eleitoral.

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