Contran muda regras da Lei Seca e regulamenta pré-teste
Nova resolução autoriza triagem rápida em motoristas, exige testes toxicológicos em mortes no trânsito e detalha provas para crime de embriaguez.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) colocou em vigor novas diretrizes para a fiscalização da Lei Seca no Brasil. A norma atinge condutores de todo o país e regulamenta o uso do pré-teste nas abordagens de trânsito.
Como funciona o pré-teste nas operações
O aparelho de triagem funciona por aproximação e serve apenas para indicar se o motorista ingeriu bebida alcoólica. O procedimento não gera multa direta e não exige bafômetro calibrado nos moldes tradicionais.
Batizado de teste passivo de alcoolemia, esse método identifica a presença de álcool no ar próximo ao motorista. Qualquer condutor parado na blitz pode passar pela triagem, mesmo sem apresentar sinais de embriaguez. Se o equipamento apontar resultado positivo, o agente precisa aplicar o bafômetro convencional para oficializar a infração.
Quando houver suspeita de álcool residual por enxaguante bucal, bombom de licor ou alimento, o motorista tem direito a uma nova avaliação antes de qualquer medida punitiva.
Critérios para multa e prisão em flagrante
A nova resolução fixa limites claros de medição para separar a infração administrativa da conduta criminosa nas ruas. A constatação também ocorre por exames laboratoriais ou pela constatação de sintomas clínicos na abordagem.
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a infração administrativa ocorre quando o etilômetro marca resultado igual ou superior a 0,05 miligrama de álcool por litro de ar expirado, respeitadas as margens de tolerância do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
O crime de embriaguez ao volante fica configurado quando o índice atinge ou supera 0,34 miligrama de álcool por litro de ar, ou quando perícias e exames de sangue comprovam a alteração. Nesse cenário, o agente conduz o motorista diretamente à delegacia de polícia.
Recusa ao bafômetro e regras de retenção
O condutor que rejeita o teste segue sujeito às sanções da legislação de trânsito. A recusa gera processo administrativo e retenção do automóvel até a apresentação de outra pessoa habilitada.
Os agentes de trânsito podem lavrar o auto de infração se registrarem ao menos dois sinais visíveis de alteração psicomotora, mesmo sem o teste do ar. Se o infrator não indicar outro motorista em condições de dirigir, o veículo segue para o pátio.
A resolução também prevê punições adicionais caso o veículo seja devolvido indevidamente ao condutor autuado logo após a fiscalização.
Exame toxicológico obrigatório em acidentes com morte
Em ocorrências de trânsito com vítimas fatais, a realização de exames laboratoriais passa a ser obrigatória para apurar consumo de substâncias psicoativas. A medida busca alimentar estatísticas nacionais de segurança pública.
O procedimento abrange coleta de sangue e testes complementares para subsidiar políticas de prevenção viária. As novas regras gerais já valem em todo o território nacional, com prazo de 60 dias para a entrada em vigor de novos códigos de enquadramento e fichas de fiscalização.
Perguntas frequentes
O pré-teste pode gerar multa imediata?
O que acontece se o motorista recusar o bafômetro?
Quando a embriaguez ao volante vira crime de trânsito?
Quando as novas regras do Contran entram em vigor?
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